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21/10/14 08:49 / Atualizado em 21/10/14 08:48

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Entidades sindicais realizam manifestação em defesa dos bancos públicos e empresas estatais

Ato ocorreu em Brasília e reuniu lideranças sindicais e empregados da Caixa, Banco do Brasil, Serpro, Correios, Embrapa, Infraero, Petrobras, entre outras estatais

Fenae Net

Trabalhadores de bancos e empresas públicas participaram nesta segunda-feira (20), em Brasília (DF), de um ato público em defesa das estatais brasileiras. A manifestação, realizada na Praça do Cebolão - Setor Bancário Sul, reuniu lideranças sindicais e empregados da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Serpro, Correios, Embrapa, Infraero, Petrobrás, entre outros.

O ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos de trabalhadores, numa reação ao risco de retorno do projeto neoliberal representado pela candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República. Durante o governo tucano foram vendidas empresas como Vale do Rio Doce, Embratel, Usiminas, Açominas, Cosipa e Embraer. Aquelas que não foram vendidas, acabaram sucateadas.

Durante o protesto, as lideranças sindicais defenderam o fortalecimento das estatais e sua importância para o desenvolvimento socioeconômico do país. “Os tucanos dizem que querem profissionalizar os empregados da Caixa e do BB, mas esta proposta deles é a mesma do passado, quando privatizaram tudo que deu tempo”, alertou o secretário de Formação da Contraf/CUT, William Mendes.

Ele lembrou as dificuldades sofridas pela categoria bancária que foi dizimada quase à metade entre 1995 e 1999. Em 1990, havia 732.217 bancários no Brasil. Quando FHC deixou o poder, em 2002, havia apenas 398.098.

“A partir de 2002, a categoria começou a se recompor. Passou de 390 mil em 1995 para aproximadamente 500 mil na atualidade”, frisa William. Ele conclamou a categoria bancária a se manter unificada em defesa do projeto de governo que pôs fim à política de arrocho salarial dos trabalhadores.

A deputada federal Erika Kokay (PT/DF) também participou da manifestação. “Em 1998 acabaram com o plano de carreira dos funcionários do BB e da Caixa e até hoje lutamos pela isonomia entre os bancários para resolver essas feridas deixadas pelo governo FHC. Hoje o país está diferente, a fome que afligia muitos, acabou e um filho de trabalhadores tem acesso à universidade. Não podemos deixar que o retrocesso volte”, destacou a parlamentar que é empregada da Caixa.

O secretário de Organização e Política Sindical da CUT, Jacy Afonso de Melo, também condenou a proposta neoliberal privatista. Segundo ele, a sociedade brasileira não pode admitir retrocessos. “Nós, trabalhadores, não podemos permitir a volta de um governo neoliberal ao poder, que privatiza, sucateia e provoca desemprego”.

O ato público foi encerrado com um abraço simbólico aos prédios das empresas públicas e em seguida foram soltos balões verde e amarelo, representando a defesa do patrimônio nacional.

Caixa
Manifestações em defesa do serviço público e das empresas estatais estão sendo realizadas desde a semana passada. Na quinta-feira (16), cerca de 200 pessoas se reuniram em frente ao prédio da Matriz I da Caixa, em, Brasília (DF). Foram realizados atos públicos em outras cidades do país.

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