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25/11/2015 11:03 / Atualizado em 25/11/2015 11:20

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Entidades chamam atenção para feminicídio no Dia Internacional da não violência contra a mulher

O Brasil tem uma taxa de 4,8 assassinatos por cada 100 mil mulheres, segundo o Mapa da Violência 2015. O estudo aponta ainda que houve um aumento de 54% em dez anos no número de assassinatos de mulheres negras

Entidades de atuação por uma sociedade mais justa e igual entre homens e mulheres lembram o 25 de novembro - Dia Internacional de luta pelo fim da violência contra as mulheres. No Brasil, essa data vem em especial momento já que o País ocupa a 5ª posição no ranking mundial de feminicídio.

Tendo em vista esse triste posicionamento do Brasil nos números de violência contra a mulher, será realizada até 10 de dezembro deste ano a mobilização denominada “Os 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”. Segundo o Mapa da Violência 2015, estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), com o apoio da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), o país tem uma taxa de 4,8 assassinatos por cada 100 mil mulheres; 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico e 33,2% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas, conforme dados de 2013 do Ministério da Saúde.

O estudo aponta ainda que houve um aumento de 54% em dez anos no número de assassinatos de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. A fonte básica para a análise dos assassinatos no Brasil, em todos os Mapas da Violência até hoje elaborados, é o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS).

Os 16 Dias de Ativismo começaram em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

O Dia 25 de novembro (Dia Internacional de luta pelo fim da violência contra as mulheres) é uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, que se posicionaram contrárias ao ditador Trujillo, ficando conhecidas como “Las Mariposas”, e foram assassinadas em 1960, na República Dominicana. Hoje, cerca de 150 países desenvolvem esta campanha.

No Brasil, ela acontece desde 2003, por meio de ações de mobilização e esclarecimento sobre o tema. A campanha dos 16 Dias se inicia em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra, e termina em 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

“O enfrentamento contra a violência é cotidiano e sendo necessário fortalecermos a agenda por mais políticas públicas que ajuda a erradicar a violência contra as mulheres no Brasil. Campanhas como esta de 16 dias de ativismo são importantes para falarmos sobre o tema”, destaca a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista.

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