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21/09/2007 04:56 / Atualizado em 13/12/2008 10:55

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Emprego com carteira avança 2,5% em agosto

O emprego formal teve aumento recorde em agosto, mês em que a taxa de desemprego ficou estagnada em 9,5% nas seis principais regiões metropolitanas. O nível da taxa foi o mesmo de julho, mas inferior a agosto do ano passado (10,6%). O rendimento médio real dos trabalhadores caiu 0,5% em relação ao mês anterior, afetado pela alta da inflação.

Para o gerente da pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, os resultados do mercado de trabalho em agosto são “muito positivos”, embora a taxa de desemprego tenha ficado inalterada em relação a julho. O argumento é que os postos criados foram de maior qualidade, com aumento do emprego formal.

O aumento de 2,5% da ocupação com carteira assinada foi o maior apurado pelo IBGE na comparação com mês anterior desde o início da nova série da pesquisa, em março de 2002. Todas as 217 mil vagas criadas em agosto, em relação a julho, foram formais (com carteira de trabalho assinada), segundo destacou Azeredo. Houve acréscimo significativo no número de empregados com carteira também em comparação com agosto do ano passado (7%, ou 590 mil vagas formais), que só encontrou similar, na série, em maio de 2005 (7,1%).

Para Azeredo, esse fenômeno do aumento da formalidade no mercado de trabalho reflete “o cenário econômico, o aumento da fiscalização e o crescimento do nível de escolaridade”. Mas o número de formais, nas seis regiões, ainda é menos da metade (42,9%) dos ocupados.

Taxa
Quanto à estagnação na taxa de desemprego, ele explica que o aumento do número de desocupados ocorreu seguindo uma tendência da série histórica da pesquisa, que mostra que no início do segundo semestre as pessoas voltam a procurar emprego, após as férias de julho.

Azeredo disse que a maior parte dos desocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País são jovens e mulheres, que costumam parar de procurar por trabalho em julho. “A ocupação está aumentando, com empregos de qualidade, o que é muito positivo.”

Segundo ele, a pressão dos desocupados sobre o mercado não é negativa, “pois mostra que o desempenho da economia está atraindo as pessoas” para a busca de uma vaga. A pesquisa mostra um aumento de 1,9% na desocupação em agosto ante julho, com mais 41 mil pessoas em busca de uma vaga.

Renda
A queda de 0,5% na renda média real dos ocupados em agosto, o terceiro recuo consecutivo ante mês anterior, reflete a alta da inflação. O rendimento calculado na pesquisa é deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação da camada de renda mais baixa da população.

Na comparação com agosto do ano passado, o resultado da renda média foi positivo (1,2%), mas foi o pior resultado desde junho de 2005. Para Edgard Pereira, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), esse pequeno crescimento na renda foi o pior resultado em um quadro de dados que “não foram satisfatórios”.

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