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01/11/16 15:36 / Atualizado em 12/05/17 11:55

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Em ofício, Fenae questiona mudanças nos empréstimos da Funcef para participantes

Segundo análise preliminar feita pela Federação, os juros mais altos e o novo sistema de amortização vão dificultar o acesso ao crédito, sobretudo pelos que já estão endividados

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A Fenae encaminhou ofício nesta terça-feira (1º) ao diretor de Benefícios da Funcef, Délvio Joaquim Lopes de Brito, no qual solicita esclarecimentos sobre mudanças na carteira de empréstimos para participantes e assistidos do fundo de pensão. A Federação avalia como prejudiciais as alterações e critica a falta de transparência. “Os principais interessados não foram consultados. Fizemos uma avaliação preliminar e ficou claro que ficará mais difícil acessar esse importante tipo de crédito”, diz o presidente da entidade, Jair Pedro Ferreira.

As reclamações nas redes sociais têm sido constantes. A nova carteira, denominada CredPlan, entrou em vigor em 24 de outubro. As principais queixas dizem respeito ao aumento dos juros e das barreiras para a concessão do crédito. A carteira de crédito já está sendo chamada inclusive de Pacote de Maldades. “Por que prejudicar aqueles que têm no crédito oferecido pela Funcef uma esperança de se livrar das dívidas com juros maiores e colocar as contas em dia?”, questiona a Fenae no documento enviado à Fundação.

De acordo com a análise preliminar da subseção do Dieese na Fenae, as novas regras para amortização (SAC) e os juros maiores nos prazos mais alongados (49 a 72 meses e 73 a 96 meses) funcionarão como impedimento, sobretudo para quem se encontra endividado. “Para quem está buscando crédito mais barato para quitar um ou vários empréstimos com juros maiores, o SAC é terrível. E torna-se ainda mais perverso para os mais velhos, que acabarão excluídos”, destaca Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Federação.

Baixa inadimplência

No ofício, encaminhado também para o presidente da Funcef, Carlos Antônio Vieira Fernandes, e para o presidente do Conselho Deliberativo, Joaquim Lima de Oliveira, a Fenae questiona que as operações com participantes e assistidos têm superado a meta atuarial ou sido uma das modalidades que mais se aproximam dela. “Em 2015, por exemplo, tiveram a segunda melhor rentabilidade, atrás apenas da renda fixa. É preciso considerar ainda que a inadimplência é baixa. Diante do exporto, quais motivos motivaram as mudanças?”, indaga.

Clique aqui e confira a íntegra do ofício.

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