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08/01/2021 18:49 / Atualizado em 09/01/2021 13:26

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Em entrevista para Juca Kfouri, presidente da Fenae fala sobre a importância da Caixa e riscos de privatização

O banco digital, que ainda não foi criado e já tem a privatização como destino, foi um dos assuntos discutidos na entrevista

 

 Com 160 anos de história em favor dos brasileiros, a Caixa continua enfrentando governos privatistas e mantém a sua missão de realizar sonhos e a liberdade dos brasileiros. Assim o jornalista Juca Kfouri começou a entrevista com o presidente da Federação Nacional das Associações da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, nesta quinta-feira (7).

Os últimos anos tem sido de muita luta e resistência para manter a Caixa 100% pública, ressaltou Takemoto. Durante o programa Entre Vistas, transmitido pelo Youtube da TVT, a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Juvandia Moreira, questionou Takemoto sobre as mais recentes tentativas de privatização da Caixa e quais os impactos para a população.

O presidente da Fenae falou sobre a estratégia do governo em privatizar a Caixa a partir das suas subsidiárias. Estas áreas, segundo Takemoto, sustentam os programas sociais da Caixa.

 Atuação das entidades - Takemoto informou que a Federação, em parceria com movimento sindical e demais associações e entidades, está atuando em várias frentes – no Congresso, no Judiciário e na mobilização dos empregados do banco e de outras estatais para defender a Caixa 100% pública e os direitos dos trabalhadores. 

Banco Digital - Para Takemoto, o banco é mais uma etapa na privatização da Caixa.  Com o pagamento do Auxílio Emergencial, a Caixa foi responsável pela inclusão bancária de milhões de brasileiros que não tinham acesso aos bancos. São mais de 105 milhões de poupanças digitais abertas, representando o maior banco digital do mundo. “O banco nem chegou a ser criado e já tem objetivo de ser vendido. O futuro do sistema financeiro é digital, então estão vendendo o futuro do banco”, analisou. Takemoto diz que as entidades e o movimento sindical vão atuar para barrar mais essa investida do governo. 

Auxílio Emergencial - Kfouri chamou de "operação de guerra" toda a estratégia para pagar o Auxílio Emergencial à população e questionou como foi a preparação. Takemoto lembrou que antes de começar o pagamento, solicitou ao governo e à direção da Caixa um planejamento, uma ampla campanha de divulgação para a população e a ajuda de outros bancos para dividir o pagamento do benefício. Tudo isso para evitar as filas em frente às agências do banco. “Nada disso foi feito. Não fomos atendidos nem pela direção do banco e nem pelo governo. Os empregados da Caixa, as entidades sindicais e associativas buscaram parcerias com as prefeituras para organizar o pagamento”.

 Futuro - o presidente da Fenae ressaltou que a resistência pela Caixa 100% pública vai continuar. “Todas as pesquisas de opinião que foram feitas sobre a privatização da Caixa apontam que a população é contra. Ela reconhece a importância do banco e é por isso que o governo não tem coragem de dizer que é a favor da privatização - tentam fazer a privatização disfarçada, vendendo partes dela. Mas vamos fazer a resistência e tenho certeza que vamos chegar lá na frente e cantar a música do Belchior ‘ano passado eu morri mas esse ano eu não morro”.

Assista a entrevista completa.

 

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