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29/04/15 05:40 / Atualizado em 29/04/15 07:51

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Discussão do PL 4330 no Senado será criteriosa e sem pressa

Foi o que garantiu o presidente da Casa, Renan Calheiros, em audiência realizada nesta terça-feira (28) com os dirigentes das centrais sindicais CUT, CTB, NCST e UGT. Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores, defendeu a participação da classe trabalhadora nos debates

O Projeto de Lei nº 4.330/2004, que escancara a terceirização no Brasil, precariza as condições de trabalho e retira direitos da classe trabalhadora, não vai tramitar de forma acelerada como ocorreu na Câmara dos Deputados.  Foi o que garantiu o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante audiência com os dirigentes das centrais sindicais CUT, CTB, NCST e UGT.

Para o senador, o PL não regulamenta a situação dos 12,7 milhões de terceirizados. Calheiros garantiu que o debate em torno do projeto será criterioso, transparente, e que a Casa vai estar aberta. “Eu não tenho compromisso com o cronograma de negociação”, disse o presidente do Senado, em referência à pressa com que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, quer encerrar a tramitação da proposta.

A reunião dos representantes das centrais com Renan Calheiros ocorreu no final da tarde desta terça-feira (28). O presidente da CUT, Vagner Freitas, explicou que a audiência foi solicitada porque o Senado é uma casa revisora, onde é possível construir um PL para realmente regulamentar os terceirizados. Vagner também disse a Calheiros que seria muito importante a construção de um acordo com os partidos da coalizão. E, por último, solicitou que, no debate, o presidente abrisse as galerias. “É fundamental que a gente possa expor nossa posição de forma democrática”, argumentou o presidente da CUT.

Mobilização
A orientação da CUT é que a mobilização contra o PL 4330 continue.  “Vamos fazer mais dias de mobilização e um 1º de Maio de grande luta junto com movimentos sociais de esquerda. A ênfase será o combate ao projeto e pela retirada de pauta das MPs 664 e 665, que limitam o acesso ao abono salarial, seguro-desemprego e auxílio-doença”, afirmou Vagner Freitas.

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