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08/03/2013 08:31 / Atualizado em 08/03/2013 12:38

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Dia Internacional da Mulher: é hora de celebrar os avanços e de cobrar equidade e segurança para as mulheres

Data teve início em 1921, quando foi realizada a Conferência Internacional das Mulheres Comunistas. Trata-se de uma homenagem às operárias russas que neste dia fizeram uma greve geral para enfrentar as situações de opressão

Fenae Net

A celebração do Dia Internacional da Mulher - 8 de março teve início em 1921, quando foi realizada a Conferência Internacional das Mulheres Comunistas. A data é uma homenagem à iniciativa de operárias russas que neste dia fizeram uma greve geral contra a fome, a guerra e o czarismo, enfrentando as situações de opressão.

No Brasil, as mulheres vêm conseguindo avanços que merecem ser celebrados. Elas representam 51,5% da população, são chefes de família de 24.099 milhões de famílias, das 64.358 milhões que vivem em domicílio particular. Mulheres estudam mais e vivem mais: em média, dedicam 7,5 anos aos estudos, contra 7,1 anos dos homens. A média de vida das mulheres é 77,7 anos em contrapartida à dos homens, que é de 70,6.

Apesar dos avanços, a remuneração das mulheres ainda é baixa em relação aos homens. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2011, o salário das mulheres no Brasil é em média 28% menor do que dos homens. Em 2011, elas receberam em média R$ 1.343,81 enquanto eles ganharam R$ 1.857,63.

Os movimentos de mulheres vêm cobrando mais presença feminina na política, outro aspecto que merece mais avanços (http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4419&catid=44).

Violência de gênero
Outro problema grave enfrentado pelas mulheres é a violência de gênero: a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou, no período de janeiro a junho de 2012, 388.953 atendimentos. Em comparação com os seis primeiros meses de 2011, verifica-se um aumento de mais de 13% no total de registros. Do total das ligações do primeiro semestre de 2012, 47.555 registros foram feitos com relatos de violência. Entre os relatos dos primeiros meses de 2012, em 70,19% dos casos da violência doméstica contra a mulher, o agressor é o companheiro ou cônjuge da vítima. Acrescentando os demais vínculos afetivos (ex-marido, namorado e ex-namorado), esse dado sobe para 89,17% dos casos de violência contra a mulher.

A Central de Atendimento à Mulher orienta, acolhe e encaminha para os serviços da rede especializada, mulheres vítimas de violência, além de receber denúncias. Segundo a Secretaria de Políticas para Mulheres, a rede de atendimento às mulheres em situação de violência está em constante ampliação.

Os movimentos de mulheres vêm denunciando os aspectos culturais que colaboram para a manutenção dessa violência, além de avanços para que as mulheres tenham mais segurança e autonomia. Clique aqui e veja alguns dos eventos marcados por mulheres ou organizações de mulheres pelo país http://blogueirasfeministas.com/2013/03/eventos-8-de-marco-2/

Mulheres bancárias
A trajetória das mulheres nos bancos também registra avanços. Até a década de 1970, o sistema financeiro era um espaço masculino. O ex-Banespa aceitou pela primeira vez o acesso de mulheres ao cargo de auxiliar de escritório apenas em 1968 e o Banco do Brasil em 1971. O movimento sindical conquistou importantes vitórias, muitas delas relacionadas à maternidade, sendo a mais recente a ampliação da licença para 180 dias.

A Secretária de Mulheres da Contraf/CUT, Deise Recoaro, destaca que uma importante conquista foi a inclusão da cláusula da Igualdade de Oportunidades na Convenção Coletiva de Trabalho, no início dos anos 2000".

No entanto, as mulheres bancárias continuam lutando contra as desigualdades que ainda restam. Para se ter uma ideia, as mulheres entram no banco ganhando em média 22,9% menos do que os homens, de acordo com a pesquisa da subseção do Dieese na Contraf/CUT. Enquanto as mulheres são admitidas com uma remuneração média de R$ 2.318,33, os homens chegam ao banco com R$ 3.006,91.

Leia os detalhes no Jornal das Bancárias, lançado pela Contraf/CUT. (http://www.contrafcut.org.br/download/Arquivo/1334204253.pdf)

Organizar coletivos de mulheres
O 3º Congresso da Contraf/CUT , realizado em 2012, aprovou a criação da Secretaria de Mulheres. O objetivo é elaborar, coordenar e desenvolver políticas para a promoção da igualdade de oportunidades na vida, no trabalho e no movimento sindical. É também diagnosticar os problemas que afetam as mulheres nos diversos bancos.

E as mulheres em todo o país já estão trabalhando nesta construção. Os sindicatos dos bancários de Alagoas, Pernambuco, Piauí e Espirito Santo já fizeram encontros estaduais de mulheres.

As companheiras de sindicatos dos bancários do Paraná realizarão um encontro estadual no próximo dia 16, organizado pela Fetec-CUT/PR. A Fetraf Minas Gerais tem agendado um debate para a criação do coletivo de mulheres no dia 20.

O Sindicato dos Bancários do Ceará realiza encontro de mulheres no dia 23 e o da Paraíba promove oficina de sensibilização para questões de gênero no dia 25. A Fetec Centro Norte e a Fetec-CUT/SP também estão articulando encontros.

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