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07/08/2020 18:18 / Atualizado em 10/08/2020 16:39

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Dia dos Pais em meio à pandemia: desafio para repensar o cuidado com filhas e filhos

Data é comemorada no segundo domingo de agosto. Para a Fenae, a paternidade deve ser exercida com base em relações compartilhadas. Brincar, fazer comida, estudar, contar e ler histórias, além de conversar, são atividades para compartilhar em família

Existe uma expressão da cultura indígena que diz que a presença de um pai é um presente para os filhos. É pensando desta maneira que a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), sempre na busca pelo bem-estar dos empregados do banco, defende que a paternidade seja exercida com base em relações compartilhadas. O entendimento é o de que, em meio à pandemia, o isolamento social traduz-se em grande momento para pais e filhos partilharem experiências que não estavam tendo juntos. Brincar, fazer comida, estudar, contar e ler histórias, além de conversar, são atividades para compartilhar em família. 

Em 2020, devido à Covid-19, a comemoração do Dia dos Pais, no segundo domingo de agosto (9), terá novos significados. A tendência é de que sentimentos como o respeito, a admiração, o carinho, a solidariedade e o amor sejam potencializados, com pais e filhos em um esforço compartilhado para reinventarem as formas de estar juntos. 

Na Caixa desde janeiro de 2012, atualmente ocupando a função de assistente sênior, o bancário André Luís Rodrigues dos Santos é pai de uma menina recém-nascida. Ele relata a sua experiência no exercício da paternidade: “Procuro participar de todos os momentos da minha filha, como trocar fraldas, dar banho, cantar para ela, escolher algumas roupas para comprar pela internet. Sempre estou interagindo”. 

Pai de Alice Coelho (9) e Daniel de Jesus (3), além de ajudar na criação da enteada Danielle de Jesus (14), o empregado Ricardo Sant’Anna Coelho de Jesus trabalha na Caixa com atendimento social, depois de ter sido caixa e tesoureiro executivo. Na família de Ricardo Coelho, relações compartilhadas fazem parte da rotina, com a casa funcionando como espaço de aprendizado. 

Ricardo de Jesus explica: “Dentro da minha casa, entre pais e filhos, todo mundo se ajuda para as tarefas domésticas serem feitas. Não existe serviço de mulher ou homem, não!”. Essa rotina, segundo ele, começou a mudar quando houve a mudança no horário do banco, por conta do pagamento do auxílio emergencial.  “Antes levava o filho na escolinha, dava café, mas tive que me readaptar quando as agências passaram a abrir a partir das 8h”, reitera.

Um estudo recente de um grupo de psicólogos e educadores, que atuam em diversas regiões pelo Brasil, aponta como imprescindível, para a relação saudável entre pais e filhos, uma série de atividades que olhem para a casa e seus espaços. A pesquisa orienta, no entanto, que essas atividades precisam ser guiadas pelos princípios da brincadeira, da autonomia e do protagonismo, de modo a provocar um efeito direto na autoestima e na construção de sentido e existência. Um dos propósitos é produzir experiências de colaboração entre pais e filhos, com a promoção da igualdade de gênero e idade. Diz o estudo: “As atividades dentro da casa devem ser adequadas a cada unidade familiar, pois em cada uma das famílias se lava, se cozinha, se tira foto com o celular. Então, assim, ninguém se sente excluído ou inadequado”.  

Em tempos de coronavírus, André Rodrigues dos Santos opina que o isolamento social foi uma oportunidade para a família ficar mais unida, tendo até mais tempo para conversar. “Participo de todos os momentos da minha filha, desde consultas com pediatra até colocar para dormir. Isso faz com que o afastamento social não fique tão desgastante, porque o dia a dia de quem tem filho, principalmente recém-nascido, não é igual, sempre tem algo novo”, desabafa. 

Para aproveitar bem o momento, especialistas orientam que não basta assistir à tevê juntos ou ficar cada um no seu celular. A recomendação é para que os filhos façam parte da organização da casa, por exemplo. Importa ainda que os filhos tenham uma rotina, com horários para se alimentar, dormir e fazer as atividades da escola. O correto é que isso seja estabelecido com os próprios filhos, para que eles aprendam a ter autonomia, confiança e diálogo. 

Na avaliação de Sérgio Takemoto, presidente da Fenae, a paternidade em meio à pandemia é o momento adequado para que seja repensado o papel do pai nos cuidados com filhas e filhos. “Os pais têm a oportunidade de dividir responsabilidades de forma igualitária, participando mais ativamente da rotina dos filhos, declara.

 

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