Notícias

Dia de Luta 07 agosto 07.08.jpg

07/08/2020 20:07 / Atualizado em 07/08/2020 20:26

minuto(s) de leitura.

Dia de Luto e luta: trabalhadores de todo o país protestam e pedem Fora Bolsonaro

Nesta sexta-feira, 7, a CUT e demais centrais sindicais levaram às ruas a solidariedade às vítimas da Covid 19

Desde as primeiras horas desta sexta, 7 de agosto - Dia de Luta em Defesa do Emprego e da Vida – a mobilização de trabalhadores e trabalhadoras, organizada pela CUT, demais centrais sindicais e movimentos sociais, já indicava que a data seria um marco na luta contra o governo Bolsonaro. 

Com faixas, cartazes, paralisações de 100 minutos e cruzes simbólicas, os protestos foram realizados contra os vários ataques  à democracia, à entrega do patrimônio nacional por meio de privatização de empresas estratégicas para o desenvolvimento do Brasil, contra o desemprego e a falta de uma política de tire o Brasil da crise econômica. 

Em especial, as manifestações levaram às ruas o sentimento de comoção e solidariedade às famílias das cerca de cem mil vítimas da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), vidas que poderiam ter sido salvas, não fosse a falta de ações eficazes de enfrentamento à crise sanitária. Cruzes foram colocadas em locais públicos para simbolizar o luto pelas vidas perdidas. 

Sérgio Nobre, presidente da CUT, afirmou que a mobilização é um dia de reflexão: “Esta data mostra para a população brasileira que a marca de cem mil vidas perdidas não pode ser naturalizada. Não é natural. É o resultado do descaso de Bolsonaro com o povo brasileiro, por não ter tomado as medidas que o governo deveria tomar”, disse, lembrando que o Brasil não tem nem mesmo um ministro da Saúde. 

Na opinião dele, a mobilização cumpriu com êxito o objetivo de chamar a atenção do povo brasileiro para a necessidade de “o país mudar de rumo”.  Ele acredita que os trabalhadores deram o seu recado, em um ato pela vida e pelos empregos e exigiram o fim do governo de Jair Bolsonaro, que é “formado por um grupo incompetente e omisso, que não conseguiu coordenar uma ação nacional para combater o novo coronavírus, nem criar uma política de manutenção dos empregos e da renda”. 

Confira a mobilização em várias cidades: 

São Paulo, capital  - A Praça da Sé, que já foi palco de grandes manifestações pelo fim da ditadura militar e pelas “Diretas Já“, recebeu na manhã desta sexta-feira (7), trabalhadores e trabalhadoras que pediram “Fora Bolsonaro, por uma política de saúde para enfrentar a pandemia da Covid-19 e pela geração de empregos”, neste que é o Dia Nacional de Luta e Luto pela Vida e por Empregos. O ato também homenageou as quase 100 mil vítimas fatais da doença que o país vai atingir esta semana. 

Santo André (SP) - Logo nas primeiras horas o dia, metalúrgicos e metalúrgicas de montadoras e autopeças do ABCDMR fizeram paralisações e atos simbólicos pelo fim do governo de Bolsonaro e em homenagem as 100 mil vítimas da pandemia do novo coronavírus. 

Belo Horizonte (MG) - Líderes da CUT-Minas, de sindicatos e de movimentos sociais realizaram um ato simbólico, com a colocação de faixas e cruzes na Praça da Estação, para denunciar o genocídio que deixa cerca 100 mil mortos em todo país por conta da ausência dos governos Zema e Bolsonaro frente a Pandemia do Covid-19. 

Goiânia (GO) - Na Praça Cívica, um ato simbólico com a colocação de cruzes no chão da praça, marcou o luto pelas 100 mil vítimas da Covid 19 no Brasil. O estado de mais de 1.900 vítimas fatais.  

Recife (PE) - Na Praça do Derby no Recife (PE), a CUT Pernambuco, centrais sindicais, movimentos sociais e populares se mobilizaram no Dia Nacional de Luto e Luta. Cruzes, balões pretos, faixas e cartazes expressam a indignação contra as 100 mil da COVID-19 e o descaso do governo Bolsonaro. 

Cuiabá (MT) - O protesto também foi contra a política de ajuste fiscal e de privatizações de Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro. Houve também protesto contra a violência contra as mulheres.  

Manaus (AM) - o protesto foi realizado na escadaria do Teatro Amazonas, também com a colocação de cruzes em homenagem às vítimas do novo coronavírus. 

Natal (RN) - Várias cruzes foram colocadas na praia do Meio, simbolizando os cem mil mortos pela Covid-19. 

Rio de janeiro - O ato foi realizado no Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo. Foi realizada também mais uma edição da Marmita Solidária, organizada pela CUT, sindicatos e movimentos sociais, com distribuição de 300 refeições à população carente, com alimentos agroecológicos produzidos pela agricultura familiar nos assentamentos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

Brasília (DF) - Trabalhadores e trabalhadoras da capital Federal espalharam faixas por vários viadutos e principalmente próximo à rodoviária do Plano Piloto denunciando as 100 mil mortes de Covid-19, a perda de milhares de empregos e para pedir Fora Bolsonaro. Outras faixas defendiam pautas como a manutenção dos empregos e das parcelas do Seguro-Desemprego. O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, durante a mobilização que aconteceu nos semáforos da cidade, disse que o ato é para denunciar que o governo Bolsonaro continua não atendendo a população, tanto na garantia da saúde e vida quanto em relação aos empregos. “Por isso estamos aqui e em diversos locais da cidade para dizer Fora, Bolsonaro”, afirmou.  

Alagoas (AL) - Trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias ocuparam a Praça dos Martírios, no centro de Maceió, com faixas “Fora Bolsonaro” e cruzes com nomes de vítimas da Covid-19 no Estado. Mais cedo ainda, cruzes e faixas também foram usadas para protestar contra o governo nas passarelas da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (CEPA). 

Salvador (BA) - Cruzes na cor preta e faixas pedindo “Fora Bolsonaro” foram espalhadas pela cidade. O ponto de encontro foi no Farol da Barra, com a presença dos presidentes das centrais sindicais no estado.  

Feira de Santana (BA) - Em Feira de Santana, a 120km da capital, o ato reuniu sindicatos da região em frente à prefeitura. “A nossa luta tem que ser todos os dias pelo ‘Fora Bolsonaro’. Feira de Santana está em segundo lugar no estado em número de óbitos pelo novo coronavírus e não podemos nos calar”, afirma o Secretário de Relações do Trabalho da CUT Bahia, Josenilton Ferreira. 

Porto Seguro (BA) - trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a praça da cidade com uma faixa com os dizeres “A vida acima dos lucros, em defesa dos Empregos, do SUS e por renda básica universal. Fora Bolsonaro! Fora Mourão”. 

Fortaleza (CE) - Em Fortaleza, os rodoviários fizeram uma paralisação ainda na madrugada desta sexta. A direção do Sindicato dos Rodoviários de Fortaleza (Sintro) visitou garagens de ônibus e dialogou com a categoria sobre a situação do país e a importância do Fora Bolsonaro. Profissionais da saúde fizeram um ato em frente ao Hospital da Mulher, no Bairro Jóquei Clube, em Fortaleza. Com faixas e placas, os servidores e servidoras protestaram em defesa do SUS, da saúde e Fora Bolsonaro. Agricultores familiares do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pentecoste-CE também se manifestaram por Fora, Bolsonaro. 

Natal (RN) - Na Praia do Meio, próximo a estátua de Iemanjá em Natal, cruzes foram colocadas na areia em luto pelas vidas perdidas e em solidariedade às famílias que perderam entes queridos pela Covid-19. Carros de som rodaram na cidade com um jingle dialogando com a população sobre a situação do país. 

Porto Alegre (RS) - Uma manifestação simbólica, no início da manhã desta sexta, em frente ao Instituto de Cardiologia, no horário da troca de turno dos empregados, cobrou a testagem para todos os profissionais da saúde. No centro de Porto Alegre também teve ato de Fora Bolsonaro.  

São Leopoldo (RS) - Os metalúrgicos e metalúrgicas fizeram atos em frente a Sthil com faixas em defesa da vida e do emprego. Dirigentes do Sindicato da categoria na cidade, dialogaram com os trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho.  

Florianópolis (SC) - Representantes de sindicatos da CUT e da CTB realizaram uma mobilização em Florianópolis em frente à sede oficial do Governo. Os dirigentes sindicais realizaram um ato simbólico com faixas e cartazes em defesa do isolamento social, por Fora Bolsonaro e pedindo mais proteção e políticas de emprego e renda aos trabalhadores. Em sinal de luto pelas vítimas do Covid-19, balões pretos e cruzes foram colocadas no chão. 

Aracaju (SE) - O ato simbólico com faixas e cruzes em Aracaju aconteceu na Praça General Valadão, no centro da cidade. O presidente da CUT-SE, Roberto Silva, denunciou Bolsonaro e disse que o governo não aplicou parte significativa dos recursos para o combate ao coronavírus o que levou o país a desandar em casos e mortes pela doença. 

Vitória (ES) - Os capixabas fizeram uma carreta em Vitória para gritar Fora,  Bolsonaro e Mourão.  A mobilização saiu do Centro de esportes e lazer, Tancredão. 

São Luis (MA) - Dirigentes da CUT e demais centrais sindicais lançaram uma campanha de Doação de Sangue no Dia Nacional de Lutas num ato "Eu doo sangue! Eu defendo a vida! Eu sou ‘Fora, Bolsonaro’” em frente a Hemomar (centro de coleta de sangue) localizada no Bairro da Jordoa. Segundo os organizadores da mobilização, o ato em frente ao Hemonar foi simbólico e para mostrar a importância de defender vidas fazendo um ato em defesa da vida, que é doar sangue. Os sindicalistas denunciaram os 100 mil óbitos e no ato político chamaram Bolsonaro de Genocida e disseram que ele não tem empatia e muito menos solidariedade com as pessoas que perderam suas vidas durante a pandemia. 

Cuiabá (MT) - Centenas de cruzes com nomes das vítimas da COvid-19 foram estacadas na Praça Ulisses Guimarães para denunciar o descaso de Bolsonaro com a vida. 

Rondonópolis e Cáceres (MT) - Logo pela manhã aconteceram mobilizações do Dia Nacional de Fora Bolsonaro nas cidades de Rondonópolis e Cáceres. Os trabalhadores e trabalhadoras no estado carregam em faixas suas palavras de ordem, como: Todas as vidas importam, Fora Bolsonaro, em defesa do SUS, por mais educação e pelo fim da violência contra mulheres. 

Campo Grande (MS) - O ato pelo “Fora, Bolsonaro - em Defesa da Vida e dos Empregos” foi na Avenida Afonso Pena com a Rua 13 de Maio. Os trabalhadores e trabalhadoras que participaram da mobilização usaram faixas para pedir o Fora Bolsonaro e denunciaram os milhares de casos de Covid-19 no país, os milhões de empregos que foram perdidos e a lotação nos hospitais. Cruzes também foram colocadas ao redor da praça. 

A mobilização também aconteceu nos semáforos da cidade. A CUT-MS colocou outdoors na capital, nas cidades de Três Lagoas e Corumbá, denunciando as 100 mil mortes pela doença e com um Fora Bolsonaro bem grande.

 Belém (PA) - O ato simbólico Fora Bolsonaro e em defesa da vida aconteceu no Mercado de São Brás, em Belém. Trabalhadores e trabalhadoras também levaram faixas pedindo Fora Bolsonaro, Mourão e denunciaram as 100 mil mortes por Covid-19. Bandeiras da CUT e centrais e uma faixa pedindo o fim do governo foram colocadas no Chão em frente ao local do ato. 

João Pessoa (PB) - Panos pretos foram colocados nas janelas em São João do Rio do Peixe, no Sertão paraibano, simbolizando o luto pelas vidas que foram ceifadas pela Covid-19. Janelaço, como é chamado a mobilização, foi um protesto dos trabalhadores e trabalhadoras na Paraíba contra o descaso de Bolsonaro com as mais de 100 mil mortes no país. Um carro de som percorreu pelas ruas da periferia da capital, João Pessoa, falando do Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos. 

Curitiba (PR) - Em frente ao Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná, foram colocadas 100 cruzes simbolizando os 100 mil mortos pela Covid-19. Nos viadutos da cidade também foram colocadas faixas de Fora Bolsonaro. 

Carnaubeira da Penha (PE) - A CUT-PE colocou a campanha Fora Bolsonaro na rua logo cedo em Carnaubeira da Penha. Trabalhadoras ligadas ao Sindicato de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares da cidade fizeram um ato em frente à sede da entidade com cartazes pedindo o fim do governo.  

Apoio internacional  

A Confederação de Trabalhadores da Colômbia (CTC) se solidarizou à luta contra o governo genocida de Bolsonaro neste dia 7 de agosto. “CTC Colômbia, unida com CUT Brasil e o povo brasileiro pela vida e emprego. Sem mais mortes. Fora Bolsonaro”, disse o presidente da entidade, Luis Miguel Morantes Alfonso. 

A União Geral de Trabalhadores (UGT) da Espanha também publicou nota se somando à luta dos brasileiros. “A experiência brasileira demonstra a falsidade do dilema entre saúde e economia. O gigante sul-americano não apenas enfrenta o maior número de infecções e mortalidade na América Latina, mas também está experimentando um enorme impacto em sua economia, com a enorme perda de empregos e empresas”, diz trecho da nota, saudando e apoiando a unidade das centrais brasileiras na luta contra o desgoverno Bolsonaro. 

A central de sindicatos independentes das Ilhas Maurício (Congress of Independent Trade Unions /CITU), na África Oriental, também enviou nota de solidariedade aos trabalhadores brasileiros. Pierre Lan, representante da entidade, lamentou os impactos devastadores da Covid-19 sobre os trabalhadores brasileiros. " 

"Desejamos que seus líderes sigam as recomendações da Organização Mundial da Saúde e não o líder errado do mundo ocidental. Os trabalhadores nas ilhas Maurício expressam sua solidariedade com sua organização em sua luta para garantir um país e um local de trabalho mais saudáveis", diz trecho da nota. 

Bandeiras da luta  

  • Repudiar iniciativa de prefeitos e governadores que já planejam e até fixaram data para retorno presencial dos alunos às aulas; 

 

  • Exigir das autoridades os equipamentos de proteção individual e coletivo para os trabalhadores das categorias essenciais, em especial os da área de saúde; 

 

  • Lutar pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00, mínimo, até 31 de dezembro de 2020; 

 

  • Ampliar as parcelas do seguro desemprego; 

 

  • Liberar crédito para as micro e pequenas empresas; 
 
  • Fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS); 
 
  • Agir para que o Congresso Nacional derrube os vetos presidenciais que impedem a garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras e seus sindicatos, por meio da ultratividade, dos acordos e convenções coletivas de trabalho. 

Com informações da CUT Nacional

 

 

 

 

 

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado