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08/12/17 07:09 / Atualizado em 27/01/18 06:03

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Dez vezes em que a Funcef não se importou com você

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Nos aproximamos do final do ano e muitos são os motivos de preocupação que incomodam os participantes da Funcef. A Fundação continua sendo a melhor opção para o futuro do pessoal da Caixa, mas para isso, precisa corrigir suas falhas. Reunimos dez situações ocorridas nos últimos meses para mostrar como a Funcef tem desrespeitado os participantes e demonstrado enorme falta de sensibilidade em relação àqueles que são os verdadeiros donos do fundo de pensão.

 
1) Assinatura do TAC - risco à paridade do Não Saldado
No Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em junho entre a Funcef e a Secretaria Nacional de Previdência Complementar (Previc), o órgão fiscalizador ratificou seu entendimento sobre o custeio do REG/Replan e manteve o questionamento quanto à paridade entre participantes e patrocinadora para fins de equacionamento. A tese sustentada pela Previc impõe aos trabalhadores uma parcela maior da conta do equacionamento em relação à Caixa. Mesmo ciente do impasse e da desvantagem imposta aos participantes, toda a diretoria da Funcef assinou o TAC. Na avaliação da Fenae, a proposta apresentada pela Previc e acatada por todos os diretores da Funcef é uma ameaça à previdência complementar dos trabalhadores da Caixa. Saiba mais!
 
2) Morosidade e conflito de interesse na cobrança do Contencioso
Caixa e Funcef sempre estiveram cientes da gravidade do contencioso e da urgência de uma solução efetiva, mas negligenciam o assunto.  A Funcef culpa os participantes pelo contencioso e protege a Caixa. O provisionamento contabilizado para ações de perda provável totalizou R$ 2,5 bilhões em junho de 2017, valor 47% mais alto que o registrado até outubro de 2015. Já as ações de perda possível fecharam o primeiro semestre deste ano em R$ 15,3 bilhões, aumento astronômico de 118,5%. Saiba mais!

3) Falta de transparência na condução do Resgate para quem fez PDVE
Muitos participantes que aderiram ao Plano de Demissão Voluntária Extraordinário (PDVE) da Caixa tiveram que aguardar pelo resgate de suas reservas no Novo Plano e no REB sem saber quando poderiam usufruir desse direito. Muita gente teve que fazer o resgate de valores parciais e receber o restante depois em parcelas. Aqueles que se programaram para ter o recurso em mãos ficaram esperando a burocracia da Fundação. A situação evidenciou a falta de planejamento e de sensibilidade por parte da Funcef. Saiba mais!
 
4) Falta de transparência na cobrança do equacionamento sobre o 13º
A Funcef continua insensível quanto à situação dos participantes e não é nada transparente na condução de questões tão delicadas, como o equacionamento. Em novembro, os participantes do REG/Replan Saldado, que estão pagando dois planos de equacionamento, tiveram uma surpresa desagradável. As contribuições extraordinárias foram descontadas integralmente na segunda parcela do 13º salário sem qualquer comunicado prévio por parte da Funcef. O provento, que já sofre os descontos de INSS e Imposto de Renda, diminuiu mais ainda com a contribuição extraordinária. A medida gerou irritação nos trabalhadores. Saiba mais!
 
5) Contratação da Accenture
Mesmo dispondo de uma gerência interna para fazer seu planejamento estratégico, a diretoria da Funcef, por unanimidade contratou a consultoria Accenture Strategy, com sigilo no valor pago para elaborar um diagnóstico e um plano de ação para sua reestruturação organizacional. Envolvida na fraude contábil que quebrou grandes fundos de pensão norte americanos no escândalo da Enron, gigante americana de energia, em 2001, a Accenture, ex- Arthur Andersen, foi contratada pela Funcef, mas as condições da contratação são protegidas por um acordo de confidencialidade. Apesar das reclamações generalizadas dos participantes, a Fundação não divulga o valor pago. Saiba mais!
 
6) Descaso com a incorporação do REB
Os participantes do REB permanecem abandonados pela Funcef. São mais de nove mil pessoas injustiçadas pela inércia da Caixa e da Fundação em resolver uma questão que já havia sido acordada entre todas as partes. O debate sobre a incorporação vem se protelando desde 2009, e, por três anos, a diretoria da Funcef mantém essa questão parada. Todos sabem e concordam que o REB tem condições previdenciárias desiguais em relação aos outros planos. A Funcef não pode mais fingir que esse problema não existe. Saiba mais!

7) Encarecimento no modelo de operações com participantes
No último ano, o Crediplan teve as taxas de juros aumentadas e recebeu um novo sistema de amortização, nada vantajoso, o Sistema de Amortização Constante (SAC). Ao substituir o modelo anterior - PRICE - pelo SAC, a Funcef impôs ao participante o pagamento de uma prestação mais elevada, sem apresentar proposta de renegociação e nenhum respeito ao trabalhador. A Fundação precisa entender que não é um banco e que as operações com participantes não servem para compensar deficit. Saiba mais!
 
8) Engavetamento da Ação de Regresso
A solicitação de ação de regresso contra Caixa está há dois anos na gaveta da Funcef. Desde outubro de 2015, a medida que busca o ressarcimento de valores provisionados para pagamento de contencioso judicial foi proposta no Conselho Deliberativo, mas foi retirada de pauta com apoio de conselheiros eleitos sem explicações. Desde então, os diretores eleitos e indicados da Fundação não abordam a questão. Enquanto os participantes pedem insistentemente que a Funcef tome providências e até sugerem recorrer à Justiça, a Fundação ignora e não desengaveta a ação de regresso contra a Caixa. Saiba mais!Vale
 
9) Demora no fechamento do balanço anual de 2016
Após muitas reclamações e oito meses de atraso, a Funcef finalmente fechou, em agosto deste ano, o balanço anual de 2016, permitindo atualizar as cotas de dezembro dos participantes do REB e Novo Plano. A Fundação alegava que dependia de um laudo de avaliação da Eldorado Celulose, mas mesmo depois de ter o documento, demorou muito a publicar os resultados. A demora causou transtornos aos participantes, desde a desatualização de cotas até o atraso nos resgates para quem aderiu ao PDVE. Além de tudo, prevaleceu a sensação generalizada de insegurança devido à falta de transparência. Saiba mais!
 
10) Novo acordo de acionistas da Vale poderia ser mais vantajoso
A falta de transparência sobre algo tão impactante para o trabalhador, como é o caso do acordo de acionistas da Vale, só reforça o desrespeito da Funcef para com os participantes. A Fundação mantém um silêncio estranho sobre a empresa, que é o maior ativo do fundo de pensão. Os participantes não sabem até agora se o novo acordo de acionistas foi tão positivo assim para a Funcef e como a reestruturação impactou nos planos. Não está claro se a Fundação possuía ações preferenciais além de sua participação na Litel, empresa por meio da qual os fundos de pensão investem na Vale.

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