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14/09/2007 11:56 / Atualizado em 13/12/2008 10:55

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Desemprego tem o menor índice em dez anos, aponta IBGE

Rio de Janeiro - A queda na taxa de desocupados em 2006 levou o país à menor taxa de desemprego em dez anos, 8,4%. Em 1997, o número ficou em 7,8%. Entre 2005 e 2006, a queda no índice foi de 8,3%. O número de desocupados diminuiu em termos absolutos: passou de pouco mais de 8,9 milhões para 8,2 milhões, uma redução de 742 mil. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2006, divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


De acordo com o levantamento, realizado em mais de 145 mil domicílios em todo o país, também houve avanços nas condições de moradia da população brasileira, com a melhoria no acesso aos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e fornecimento de energia elétrica. “Em geral os indicadores dão seguimento a uma tendência de melhoria que vinha sendo identificada ao longo dos anos”, afirma a coordenadora de Trabalho e Rendimentos do IBGE, Márcia Quintslr.

Conforme a pesquisa, em 2006, do total dos domicílios brasileiros, 83,2% eram abastecidos por água, e 70,6% tinham esgotamento sanitário adequado (rede coletora ou fossa séptica), enquanto em 2005 esses percentuais eram de 82,3% e 69,7% respectivamente. Apesar do avanço, permanecem as disparidades regionais na oferta dos serviços. Na região Nordeste, por exemplo, embora o saneamento tenha sido ampliado, o esgotamento sanitário alcança menos de 50% das moradias.

Em relação ao perfil da população, o estudo do IBGE confirmou a manutenção das tendências de envelhecimento e redução da fecundidade, que vêm sendo observadas nas últimas décadas. As faixas de idade mais elevadas, acima dos 40 anos, passaram a representar 32,3% da população (contra os 31,5% em 2005), enquanto a parcela com até 9 anos passou de 17,1% para 16,5%. A taxa de fecundidade recuou de 2,1 filhos por mulher em 2005 para 2,0 em 2006.

A PNAD é realizada anualmente pelo IBGE com a finalidade de produzir informações para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Na edição 2006, foram visitados 145.547 domicílios e ouvidas 410.241 pessoas em todas as regiões brasileiras.

A pesquisa incluiu suplementos especiais sobre trabalho infantil e sobre possíveis efeitos de programas governamentais de transferência de renda, que serão divulgado posteriormente em calendário a ser definido pelo IBGE.

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