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30/12/09 06:36 / Atualizado em 30/12/09 06:37

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Desembolsos do BNDES crescem 49% no ano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou 2009 com desembolso recorde de R$ 137,3 bilhões, 49% acima dos R$ 92,235 bilhões de 2008. O presidente da instituição, Luciano Coutinho, afirmou que ainda poderá haver alguns ajustes nos últimos dias do ano, mas que serão "de pequena monta". Incluídos os repasses para operações de giro a bancos federais, o valor sobe para R$ 139,7 bilhões.

"Foi um ano em que, especialmente no primeiro semestre, tivemos que suprir falhas de mercado, a retração do crédito do sistema privado, aumentamos o giro, aumentamos o apoio à exportação, ajudamos a ultrapassar a crise", explicou Coutinho.

O BNDES fez uma projeção preliminar de R$ 126 bilhões em desembolsos para o ano que vem, mas esse valor poderá ser revisto, segundo informou Coutinho: "No ano que vem, esperamos repetir um desempenho muito bom, mas diferente, com o foco clássico do BNDES, que é apoiar o investimento, deixando um pouco de lado essa atuação extraordinária de apoio ao capital de giro, de apoio à exportação, que o mercado pode preencher", acrescentou.

Ele lembrou que o desempenho de 2009 foi atípico e disse que ser possível que "quantitativamente o nosso desembolso em 2010 seja um pouquinho menor". Coutinho reforçou a expectativa de que, no ano que vem, o setor bancário privado volte a conceder crédito de forma semelhante ao existente antes da crise e confirmou a projeção de que o mercado de capitais volte a atuar complementarmente ao banco de fomento para garantir recursos às empresas.

As aprovações do BNDES em 2009 subiram 30%, passando de R$ 121,3 bilhões em 2008 para R$ 158 bilhões. Os enquadramentos atingiram R$ 182,3 bilhões, 17% a mais que os R$ 155,3 bilhões de 2008. Já as consultas fecharam o ano com R$ 216,4 bilhões, 23% a mais que R$ 175,8 bilhões de 2008.

Luciano Coutinho foi cauteloso ao analisar se o papel do banco que preside no combate à crise já está completo. Segundo ele, apenas a continuidade do crescimento da taxa de investimento poderá fazer o banco "relaxar".

Ele acredita que a taxa de investimento na economia brasileira deverá superar os 18% no quarto trimestre deste ano e poderá fechar 2010 na casa dos 20%, nível apresentado antes do agravamento da crise internacional, em setembro do ano passado. Coutinho ressalta que o ideal é que a taxa de investimento fique próximo aos 24%.

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