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Foto: Arquivo - Agência Brasil

04/12/20 21:40 / Atualizado em 04/12/20 21:54

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Declaração de Pedro Guimarães desrespeita brasileiros em situação de extrema pobreza, avalia Fenae

O presidente da Caixa declarou em cerimônia no Palácio do Planalto, que desconhecia a existência de pessoas morando em lixões

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, deu uma demonstração de que não conhece a realidade social do Brasil e a importância do banco que comanda para o país. Em cerimônia, nesta quinta-feira (3), no Palácio do Planalto, ele afirmou que não sabia da existência de pessoas morando em lixões.

Guimarães está há quase dois anos no comando da instituição, que é a principal operadora de programas sociais criados com intuito de reduzir a extrema pobreza e melhorar as condições de vida de milhões de brasileiros, a exemplo do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida.

“Há três semanas nós visitamos alguns lixões. E o que a gente viu é algo que eu nunca tinha pensado que existisse. Pessoas morando nos lixões, e vivendo no chorume”, declarou o presidente da Caixa. A afirmação virou motivo de piada nas redes sociais.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, esse tipo de declaração soa como desrespeito com a camada da população que vive em condições subumanas e com a própria Caixa que, em 159 anos de existência, tem gerido programas que contribuem para a melhoria das condições de vida da população reduzindo desigualdades sociais e proporcionando a geração de empregos e renda.

“Quem não conhece o Brasil não conhece a Caixa. E só quem não conhece a Caixa, não defende que ela seja um banco 100% público. A declaração do Pedro Guimarães representa o desrespeito desse governo com a parcela mais necessitada da população, um governo que em plena pandemia suspende o pagamento do auxílio emergencial deixando milhões de brasileiros desassistidos”, disse o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto.

Ao mesmo tempo que se diz preocupado com os brasileiros que vivem nessas condições subumanas, Pedro Guimarães e o governo federal  dão continuidade ao processo de desmantelamento da estrutura da empresa que responde por programas sociais imprescindíveis para a população.

O Minha Casa Minha Vida, que o governo Bolsonaro quer extinguir e substituir por outro programa que não contempla famílias de baixa renda, desde sua criação em 2009 até 2018 disponibilizou aproximadamente R$ 103 bilhões para construção de moradias. Foram beneficiadas cerca de 16 milhões de pessoas, gerando mais de 1,2 milhões de empregos – sendo que aproximadamente 775 mil nas obras.

Nesse período, foram contratadas 5,5 milhões de financiamentos habitacionais e foram construídas e entregues mais de 4 milhões de habitações. De acordo com informações de 2018, o programa cobria 52% dos municípios do país, com aproximadamente 1,43 milhão de unidades entregues.

Já o Bolsa Família, que também sofre ataques por parte do atual governo, atende quase 14,3 milhões de famílias e até o final de setembro tinha aproximadamente 1 milhão de cadastros na fila de espera, segundo informações veiculadas pela imprensa.  São 999.673 milhões de famílias que preencheram os requisitos, mas ainda aguardam para entrar no programa.

Pandemia

A atuação do banco durante a pandemia vem fazendo a diferença. Cerca de 34 milhões de pessoas foram bancarizadas por meio dos pagamentos dos benefícios. Nesse caso, o atendimento atinge 120 milhões de pessoas, com pagamento total de mais de R$ 356 bilhões.

Segundo dados divulgados pela Caixa, até setembro, os pagamentos abrangem as seguintes rubricas: Auxílio Emergencial (R$ 261,2 bilhões pagos a 67,8 milhões de beneficiários), Saque Emergencial FGTS (R$ 28,5 bilhões pagos a 45,2 milhões de pessoas), Benefício Emergencial Bem (R$ 14,5 bilhões pagos a 4,3 milhões de pessoas) e Antecipação do Abono Salarial do PIS (R$ 4,6 bilhões pagos a 6 milhões de pessoas).

  

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