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08/05/15 08:26 / Atualizado em 08/05/15 08:26

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CUT prepara dia nacional de paralisação em defesa dos direitos dos trabalhadores. Será em 29 de maio

Em parceria com a CTB, Intersindical, MST e MTST, mobilização será um ensaio para a greve geral caso o Senado aprove o PL 4330, o da famigerada terceirização

Fenae Net

Um dia nacional de paralisação em defesa dos direitos da classe trabalhadora acontece no próximo dia 29 de maio, por iniciativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A data foi confirmada em parceria com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), com a Intersindical e com entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Segundo Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, o objetivo é preparar o país para uma greve geral, a ser deflagrada contra a retirada de direitos e a agenda conservadora. “Não é contra ou a favor de governo ou partido político. A data da greve geral ainda será definida, pois depende de o PL 4330 (terceirização) ser aprovado ou não pelo Senado”, explicou.

A paralisação do dia 29 de maio, assim como a greve geral, é consenso entre o movimento sindical e os movimentos sociais. A agenda de reivindicações proposta prevê, além da retirada do PL 4330 de tramitação, a luta contra o ajuste fiscal. Vagner Freitas esclarece que a CUT defende o governo popular-democrático, mas não o ajuste fiscal na conta do trabalhador.

Na pauta ainda consta a luta contra duas MPs, a 664 e a 665, que retiram direitos da classe trabalhadora, pois uma restringe o acesso a pensões e ao auxílio-doença, enquanto a outra altera as regras do seguro-desemprego e do abono salarial. A CUT, a CTB, a Intersindical, o MST e MTST são favoráveis à reforma política, para acabar com o financiamento privado das campanhas eleitorais, e lutam ainda por uma mídia democratizada, onde todos tenham liberdade de expressão.

Outras duas reivindicações são a defesa da Petrobrás e o combate à corrupção. A Petrobrás, por exemplo, é vista como importante ferramenta para o desenvolvimento do Brasil, podendo financiar políticas decisivas para o país e que, por isso, não pode ser privatizada. A CUT diz, por fim, que a bandeira contra a corrupção interessa aos trabalhadores, estando aí a necessidade de defendê-la.

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