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15/07/2013 06:57 / Atualizado em 15/07/2013 06:57

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CUT e demais centrais sindicais marcam dia de luta contra PL 4.330 em 6 de agosto

Objetivo é pressionar os empresários a retirar da pauta da Câmara dos Deputados o PL 4.330, que amplia a terceirização da mão de obra, precarizando ainda mais as relações e as condições de trabalho

Fenae Net

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras sete centrais sindicais se reuniram nesta sexta-feira (12), em São Paulo, para avaliar o Dia Nacional de Lutas e definir os próximos passos. Foram agendados para o dia 6 de agosto novos atos contra a terceirização nas portas das federações patronais, entre as quais a Federação Brasileira de Bancos/Febraban, em todas as capitais do Brasil e também nas confederações de empresários como CNI e CNC, em Brasília.

O objetivo é pressionar os empresários a retirar da pauta da Câmara dos Deputados o projeto de lei 4.330, que amplia a terceirização da mão de obra, precarizando ainda mais as relações e as condições de trabalho.

Os atos foram marcados para este dia porque, no dia 5, terminam as negociações da mesa quadripartite, que reúne trabalhadores, empresários, governo e deputados federais, que está discutindo alterações no texto do PL da terceirização. Nessa mesa, a bancada dos trabalhadores está tentando alterar o texto para proteger os direitos dos trabalhadores, mas há muita resistência da bancada patronal.

A CUT e das demais centrais sindicais decidiram ainda dar um prazo ao governo e ao Congresso para atender as reivindicações ou abrir um processo de negociação. Caso isso não aconteça, decidiram marcar uma paralisação nacional no dia 30 de agosto.

Dia Nacional de Luta em 11 de julho
Foi consenso de que as manifestações de quinta-feira (11) foram um sucesso, com mobilizações nos 27 estados do país e em centenas de cidades do interior, o que contribuiu para reafirmar e dar mais visibilidade à pauta da classe trabalhadora.

A avaliação é de que os atos deram ao movimento sindical mais condições de negociar com o governo e o Congresso Nacional, onde todos os projetos de interesse dos trabalhadores são engavetados.

Na reunião com outras centrais sindicais, o presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que ficou claro para o Congresso Nacional e para o governo que é preciso atender à pauta da classe trabalhadora. Para ele, as centrais sindicais têm unidade na defesa da classe trabalhadora, acrescentando: “Vamos até fim pela conquista dos itens da pauta de reivindicações que entregamos para o governo e para o Congresso".

Os principais itens da pauta da classe trabalhadora são o fim da terceirização, redução de jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, 10% do PIB para educação, 10% do orçamento para a saúde e o fim do fator previdenciário, fórmula matemática criada pela equipe econômica do ex-presidente FHC que reduz o valor das aposentadorias. O fator é calculado levando-se em consideração a idade, a expectativa de sobrevida (que vem aumentando nos últimos anos) e o tempo de contribuição do segurado.

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