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26/08/09 07:03 / Atualizado em 26/08/09 07:04

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Cresce venda de máquinas para saneamento

Investimentos públicos em saneamento e contratos com a Petrobras vão garantir o crescimento de um dos poucos setores de bens de capital no país este ano, o de máquinas e equipamentos para tratamento de água e efluentes. As vendas do grupo devem ter alta de até 15% este ano, na contramão do segmento de bens de capital em geral no país, cuja previsão é de queda de 14% do faturamento no mesmo período.

Segundo o Sindesam, sindicato que representa os fabricantes de bens de capital para saneamento, com a alta de 15% o faturamento do grupo deve chegar a R$ 6,9 bilhões em 2009. No ano passado, o setor cresceu 20%. O crescimento menor se deve à retração dos investimentos da indústria, principalmente dos setores de mineração, siderurgia e papel e celulose. "A atividade voltada para a indústria este ano é zero. Desde o fim de 2008, o setor industrial não investe na expansão dos sistemas de tratamento de efluentes", diz Gilson Cassini, presidente do Sindesam e vice-presidente da Aquamec.

O fato de a Aquamec ser mais voltada ao setor público permitirá a ela dobrar o faturamento este ano, alcançando R$ 120 milhões, bem acima do desempenho do segmento como um todo. "O mercado público tem ganhado uma força maior nos últimos anos", diz o executivo. Segundo Sérgio Ceccato, diretor da Aquamec, a empresa possui vendas contratadas para obras da Sabesp e da Embasa, a empresa baiana de saneamento.

Outro contrato importante é para tratamento de água para uma nova planta da fabricante de tubos Vallourec & Sumitomo . "Com esses contratos, a Aquamec formou um portfólio de R$ 200 milhões de negócios para tocar neste ano", diz Ceccato.

Por estar mais focada na área industrial, a Centroprojekt terá um crescimento menor do que o esperado antes da crise. A companhia chegou a prever um faturamento 55% maior em 2009, contando com o crescimento de 15% dos negócios com companhias de papel e celulose e mineração. Com a mudança de cenário, a evolução nos negócios da empresa deve ser de 33%, chegando a R$ 136 milhões, puxada quase que exclusivamente por vendas à Petrobras.

"Antes da crise, esperávamos um crescimento maior, mas um setor que compensou foi o petroquímico", diz Valdir Folgosi, diretor comercial da Centroprojekt. A empresa possui contratos de fornecimento de máquinas para estações de tratamento de água para reúso e efluentes para os terminais de São Sebastião, de Angra, e para a refinaria do Paraná. Além disso, a companhia possui contratos com a Sabesp no programa de ampliação do serviço no litoral norte.

Ceccato, da Aquamec, acredita que este ano os investimentos públicos em saneamento foram impulsionados pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e pela assinatura de Parcerias Público-Privadas (PPPs), como a de ampliação de tratamento de água da Sabesp e a de construção do emissário submarino da Embasa, na Bahia. "Acredito que o medo da recessão fez com que os governos investissem mais em saneamento este ano", diz o diretor da Aquamec.

O desempenho dos financiamentos da Caixa Econômica Federal mostra que saneamento público está contando com mais recursos este ano, apesar da crise. As operações para o setor aumentaram 58% no primeiro semestre em relação a igual período de 2008, chegando a R$ 6,8 bilhões. As liberações de financiamento cresceram 22,5% sobre 2008, totalizando R$ 4 bilhões nos primeiros seis meses de 2009. "A crise não chegou a abalar o bom momento que estamos vivendo", diz Ceccato.

Segundo estimativas do Sindesam, as associadas devem contratar este ano 20% mais funcionários que em 2008. Hoje, o segmento emprega cerca de 10 mil pessoas. A Aquamec já registrou crescimento de 65% da folha de funcionários em julho deste ano em relação ao ano passado. Na Centroprojekt, o aumento do quadro será de 25%.

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