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31/07/2007 06:46 / Atualizado em 13/12/2008 10:55

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Crédito no Brasil eleva lucro de grandes bancos no mundo

Com expansão de empréstimos, país tem destaque positivo no ABN e no HSBC. Lucro do ABN no Brasil sobe 84% no semestre e vai a R$ 1,161 bi; ganho do HSBC é de US$ 360 milhões antes de impostos, alta de 43%

As atividades no Brasil, país que vive forte expansão no crédito, apareceram ontem como uma das mais lucrativas no mundo nos balanços dos gigantes ABN Amro e do HSBC.
Objeto da maior disputa da indústria bancária internacional, o ABN teve lucro líquido mundial de 2,165 bilhões no primeiro semestre, resultado 2,4% menor do que no mesmo período de 2006. A unidade brasileira, considerada a de maior retorno no mundo, reportou ganho líquido de R$ 1,161 bilhão no período -84% mais do que em 2006.
No balanço mundial, o ABN cita o Brasil como líder de crescimento, ao lado da Ásia e da Itália. Maior estrangeiro no país, o ABN Real interessa tanto que o espanhol Santander se juntou a um consórcio para disputá-lo com o Barclays.

Já o HSBC, maior banco europeu em valor de mercado e que também tem interesse na unidade brasileira do ABN, teve um crescimento de 24,85% no lucro líquido no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2006. O banco reportou ganho de US$ 10,9 bilhões, sendo que desse total US$ 360 milhões (antes de impostos) vieram do Brasil, volume 43% superior ao do mesmo período de 2006. O banco não informa os valores líquidos de sua atividade no país.

Em comum, ABN e HSBC citam a expansão do crédito brasileiro, que cresce a um ritmo de 20% ao ano, como um dos negócios mais lucrativos do planeta, especialmente os empréstimos consignados, além do câmbio apreciado -o ABN calculou em 10,7% a valorização do real no primeiro semestre. Também atribuem o bom resultado no Brasil à receita com tarifas bancárias.

No lucro semestral de R$ 1,161 bilhão, o ABN Real inclui um ganho extraordinário (que não se repete) de R$ 83 milhões por conta da venda de sua participação na Serasa -maior empresa de análise de crédito brasileira, em que tinha 5,32%. Sem a Serasa e demais resultados extraordinários, o lucro do banco ficaria em R$ 1,211 bilhão, mesmo assim com um ganho de 46% sobre 2006.
No resultado, o ABN destaca o crescimento de 25% de sua carteira de crédito -superior aos 20% do mercado.

No Brasil, o HSBC teve crescimento de 41% no lucro (antes de impostos) do banco comercial, enquanto a área de serviços financeiros pessoais reportou aumento de 140% no primeiro semestre em relação a 2006. A carteira de crédito cresceu 26% no período -o financiamento de veículos teve incremento de 45%, enquanto o crédito consignado aumentou 83%. No mundo, o HSBC teve ganho com venda de ações na China, o que compensou perdas com empréstimos ruins nos EUA.

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