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27/01/17 15:17 / Atualizado em 27/01/17 15:23

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Contraf, Fenae e sindicatos vão à Justiça para cancelar reajustes no Saúde Caixa

Por orientação das entidades, também será realizado na terça-feira (31) um Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. Sindicatos também deverão ingressar com ações locais

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A Contraf-CUT, a Fenae e sindicatos de bancários ingressaram, nesta sexta-feira (27), com uma ação judicial para cancelar os reajustes no Saúde Caixa, anunciados pela Caixa Econômica Federal. Em comunicado enviado aos trabalhadores no final da tarde desta quinta, o banco informou que, em 1º de fevereiro, o valor das mensalidades passará de 2% para 3,46% da remuneração base, que o percentual de coparticipação subirá de 20% para 30% e que o limite de coparticipação anual passará de R$ 2.400 para R$ 4.209,05.

Por orientação da Contraf, será realizado, na próxima terça-feira (31), um Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa, com foco no modelo de gestão do plano. Indica-se aos sindicatos que façam atos em concentrações, preferencialmente ligada à gestão de pessoas. A Confederação também recomenda que os sindicatos entrem com ações locais de cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, cobrando que não haja o reajuste.

“A decisão foi tomada sem qualquer debate com a categoria. Aliás, é assim que essa gestão liderada por Gilberto Occhi tem agido. Trata-se também de um desrespeito ao acordo coletivo e a todas as instâncias de negociação, como a CEE/Caixa, o GT Saúde Caixa e o Conselho de Usuários do nosso plano de saúde. É uma arbitrariedade, contra a qual as entidades e os trabalhadores não vão se calar. Recorrer à Justiça é apenas o primeiro passo”, afirma.

Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), também condena o desrespeito ao ACT. “O acordo obriga o banco a negociar com os empregados mudanças no plano de saúde. Os empregados, que têm pago mais que os 30% do custeio, querem melhorias”, diz. Ele acrescenta: “Além de querer economizar com a redução do quadro de bancários, com descomissionamentos e fechamento de agências, a Caixa quer agora cortar do Saúde Caixa. Um absurdo que será respondido com o aumento das manifestações”.

Diferentemente do que a direção do banco afirma, as projeções atuariais indicam que pelo menos os exercícios de 2017 e 2018 do Saúde Caixa serão superavitários. Na reunião do Conselho de Usuários desta quinta-feira (26), o assunto reajuste sequer foi tratado. O relatório financeiro de 2016, apresentado neste mesmo encontro, apontam superávit da ordem de R$ 66 milhões. No acumulado dos exercícios anteriores, são quase R$ 700 milhões.

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