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22/05/20 20:40 / Atualizado em 22/05/20 20:50

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Contraf-CUT questiona motivos da Caixa abrandar protocolo de saúde e segurança

Para Fenae, questionamento é fundamental neste momento em que os empregados e a população sofrem com a falta de planejamento do governo

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro Contraf-CUT, assessorada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), enviou um ofício ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães, questionando a razão pela qual a Caixa está abrandando o protocolo de atuação de gestores e empregados durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, destacou a importância do questionamento neste momento em que os empregados sofrem com a falta de planejamento do governo e da direção da Caixa, levando a filas e aglomerações nas agências.

“Lamentavelmente, os trabalhadores do banco e a população são vítimas da ineficiência e da irresponsabilidade do governo. O protocolo foi construído com as demandas da categoria bancária junto com as entidades e é fundamental para garantir a saúde dos empregados e da população”, afirmou Takemoto.

A mudança, que expõe um retrocesso na prevenção e promoção da saúde, foi informada aos empregados na segunda-feira (18) e causou medo entre os trabalhadores do banco.

“Reduzir o protocolo de saúde e segurança num momento como o que vivemos é uma completa loucura. As pessoas estão se contaminando cada vez mais pelo Brasil, o número de mortos, infelizmente, não para de crescer numa progressão exponencial, inclusive entre nossos colegas, e a direção do banco resolve diminuir a proteção dos seus empregados. É uma triste mostra do que os trabalhadores representam para os seus gestores. Não passam de mão de obra. Para piorar, essa atitude foi tomada sem qualquer negociação com as entidades representativas dos trabalhadores”, criticou Dionísio Reis, coordenador da CEE/ Caixa.

“É ainda pior do que foi divulgado. Quem deveria estar discutindo os protocolos de segurança, que é o pessoal da Gipes, foram enviados para as agências para atender o auxílio emergencial”, revelou o coordenador da CEE/Caixa.

A Comissão cobra ainda uma análise sobre a questão do empregado autodeclarar-se ser do grupo de risco. A medida adotada pelo banco público induz o empregado e transfere a ele uma responsabilidade absurda. “Não é possível a pessoa saber se é de risco ou não. Ela pode ter adquirido algo sem saber. O grupo de risco tem sido atualizado frequentemente e não cabe ao empregado Caixa e sim a área da saúde e segurança do banco identificar esses riscos”, afirmou o Dionísio Reis.

A CEE/Caixa reitera também o pedido de inclusão no Saúde Caixa dos quase dois mil empregados que continuam sem plano de saúde. Após inúmeros pedidos, a Caixa continua negligenciando os trabalhadores e deixando sem a cobertura de um plano de saúde, principalmente nesse período de pandemia. “A Fenae defende que todos os trabalhadores sejam incluídos no Saúde Caixa. É uma falta de sensibilidade da direção da Caixa, durante a pandemia, não garantir plano de saúde a esses trabalhadores”, ressaltou Takemoto.

O documento solicita ainda os dados estatísticos da situação dos empregados nas agências, como a relação oficial de empregados que estão contaminados, os recuperados e os mortos em decorrência da Covid-19.

Leia a íntegra do ofício aqui.

Com informações da Contraf-CUT

 

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