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05/12/2008 - p

05/12/2008 10:55 / Atualizado em 13/12/2008 10:55

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Contraf/CUT e Caixa definem critérios para promoção por mérito no novo PCS

Acordo foi firmado durante rodada de negociações ontem, em Brasília (DF). Entre as definições está a que prevê promoção por mérito aos empregados de todas as carreiras

Fenae Net

Mais uma rodada de negociação entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e a Caixa Econômica Federal foi realizada ontem, em Brasília (DF), quando foi estabelecido acordo sobre o processo de avaliação para promoção por merecimento no âmbito do novo Plano de Cargos e Salários (PCS).

A reunião definiu que poderão receber promoção por merecimento os empregados de todas as carreiras: TBNs que pertencem à nova tabela, escriturários que optaram por permanecer na tabela de 1989, TBs que permaneceram na tabela de 1998 (tanto os da nova quanto os da tabela anterior), empregados da carreira profissional e auxiliares de serviços gerais. O acordo prevê que poderão ser promovidos os trabalhadores com mais de um ano de Caixa e que não tenham atingido ainda o topo da tabela do PCS.

Será feita por unidade tanto a avaliação por merecimento quanto a distribuição dos deltas, com base na seguinte divisão: 30% dos empregados aptos à promoção de cada unidade terão concessão de dois deltas por merecimento, 50% receberá um delta e 20% não receberá promoção por merecimento. Essa distribuição percentual será aplicada em cada unidade.

Ficou acertado ainda que o valor da promoção será definido por dotação orçamentária. A representação dos empregados reivindicou que, caso haja eventuais sobras de recursos após a distribuição dos deltas de acordo com a divisão definida, a empresa utilize essa verba para a promoção de mais empregados, assegurando o uso de toda a dotação. A Caixa ficou de estudar a reivindicação, comprometendo-se a dar um retorno em breve.

Foram definidos os seguintes critérios para a avaliação objetiva para promoção por merecimento: “Freqüência”, valendo nove pontos (serão computados os dias do efetivo exercício em 2008, deduzindo-se proporcionalmente as faltas e afastamentos do não efetivo exercício, exceto licença para tratamento de saúde após o 15º dia – por exemplo, faltas injustificadas e algumas licenças, como a Licença por Interesse Particular/LIP e Licença de Acompanhamento de Cônjuge/LAV etc.) e “Assinatura eletrônica do termo de ciência do Código de Ética”, valendo um ponto.

No caso dos critérios subjetivos, a divisão se deu entre fixos (deverão ser obrigatoriamente utilizados) e variáveis. Foram definidos como critérios fixos “Atendimento ao cliente” e “Atitude colaborativa no trabalho, valendo até dez pontos cada. No que se refere aos critérios variáveis, os empregados de cada unidade deverão escolher, por meio de voto secreto de todos os bancários, dois dentre os listados a seguir: “Conhecimento do trabalho”, “Disposição para mudanças”, “Relacionamento interpessoal”, “Capacidade de solucionar problemas”, “Foco no interesse público”, “Visão sistêmica”, “Capacidade de negociação” e “Iniciativa e criatividade”. Os dois critérios variáveis escolhidos terão também pontuação de dez pontos cada.

O acordo entre os representantes dos trabalhadores e da empresa prevê que o método de avaliação seja cruzado, contemplando auto-avaliação, avaliação entre os colegas (cada empregado deverá ser avaliado por dez pessoas escolhidas aleatoriamente) e avaliação pelo gestor da unidade. O mesmo método será aplicado na avaliação do gestor.

A regra de distribuição de deltas será igual para os empregados da Caixa cedidos para outras empresas e órgãos governamentais, bem como para os dirigentes sindicais liberados, sem privilégios nem desvantagens. Caberá às empresas, órgãos ou entidades sindicais, conforme o caso, a responsabilidade pela avaliação e distribuição dos deltas.

Até o início de janeiro do próximo ano, a Caixa deverá divulgar os critérios para conhecimento dos empregados. O processo de avaliação será aplicado no primeiro trimestre de 2009 e as promoções serão retroativas a 1º de janeiro.

Outros temas
Na reunião de ontem, a Contraf/CUT – CEE/Caixa solicitou à empresa informações sobre alguns itens que foram negociados durante a campanha salarial deste ano e seu estágio de implantação operacional. Quanto ao auxílio-alimentação para os empregados que ingressaram na Caixa antes de 1995 e se aposentaram depois de fevereiro de 1995, a Caixa informou que vem analisando uma proposta que deverá ser apresentada em breve.

No que se refere à regularização da 13ª cesta-alimentação para os aposentados que garantiram o direito na Justiça, a empresa afirmou que o problema é operacional e que irá cobrar das áreas competentes, para que a situação seja normalizada de imediato.

Para a revisão da tabela do PCS da carreira profissional, a Caixa disse que está fazendo um esforço para concluir estudo até 31 de dezembro, com o objetivo de cumprir o negociado, que é a implantação no primeiro trimestre de 2009.

No caso dos caixas Ret/PV, a Caixa informou que a unificação das baterias de caixa das primeiras 400 unidades deverá ser feita até abril do próximo ano. Na seqüência deverão acontecer as restantes (menos de 200), com previsão inicial até julho de 2009.

Outro item cobrado foi sobre as taxas especiais de financiamento habitacional para os empregados. Nesse particular, a Caixa disse que a questão está na dependência da operacionalização das áreas competentes, esclarecendo que vem esforçando-se para que essa efetivação aconteça o quanto antes. A Contraf/CUT – CEE/Caixa reivindicou que a política de taxas mais favoráveis atinja os empregados que tenham assinados contratos de financiamento entre a data em que houve a negociação e a data a que efetivamente serão implantadas essas taxas especiais. A empresa ficou de avaliar a possibilidade de atender essa reivindicação.

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