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21/11/19 10:29 / Atualizado em 21/11/19 10:33

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Conselheiro eleito: defender o papel social da Caixa e os direitos dos trabalhadores

Os empregados da Caixa podem votar até sexta-feira (22) para escolha de representante no Conselho de Administração do banco

Com a política de desmonte das empresas públicas do governo Bolsonaro, a presença de um representante dos trabalhadores no Conselho de Administração das estatais é necessária para lutar contra o desmantelamento que essas instituições estão sofrendo. Por isso, torna-se fundamental a participação de todos os empregados ativos na eleição para o CA da Caixa, que prossegue até sexta-feira (22). 

“Temos um governo privatista e a Caixa é um dos alvos. Temos menos empregados, há mais sobrecarga de trabalho e as ameaças aos direitos prosseguem. Temos de estar no Conselho para fiscalizar as ações desse governo e tentar impedir o processo de desmantelamento”, destaca a atual conselheira no CA da Caixa e diretora da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Rita Serrano. 

Ela lembra que um dos marcos do seu mandato foi ter impedido, com a apoio das entidades representativas dos trabalhadores do banco público, que a Caixa se tornasse S.A. (sociedade anônima) por duas vezes.  “A primeira por conta do Projeto de Lei 555, quando liderei, por meio do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, o processo contra a aprovação do projeto. E, em seguida, no debate da mudança estatutária da Caixa, em 2017, pois conseguimos articular uma grande frente nacional e a iniciativa foi derrotada”, relatou a conselheira. 

O papel do conselheiro eleito pelos trabalhadores da Caixa é fiscalizar, propor e questionar todas as ações que possam limitar a função social do banco e ameace os direitos dos empregados. A defesa da Caixa 100% pública e sustentável e garantia de respeito à conquista dos empregados são os pilares das propostas defendidas por Rita Serrano.

 “Nosso objetivo é uma Caixa íntegra, sustentável, focada no desenvolvimento do nosso país e seu povo”, ressalta. “Para isso é preciso uma forte articulação com entidades sindicais e associativas, junto com todos os colegas do banco. Temos que nos pautar sempre por um modelo de governança que respeite a diversidade, os investimentos nas pessoas que fazem a Caixa, além de critérios claros para a carreira”, acrescenta. 

Rita Serrano conta com apoio da Fenae, Apcefs, sindicatos, centrais sindicais e entidades representativas dos trabalhadores da Caixa. “A unidade que estamos vendo nesse momento representa a força da candidatura da Rita Serrano, o reconhecimento do trabalho que ela vem fazendo no Conselho de Administração”,  argumentou o secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro(Contraf/CUT) e vice-presidente da Fenae, Sergio Takemoto. 

Empregada da Caixa desde 1989, Rita Serrano participa do CA desde 2014, quando ocupou o cargo de suplente, sendo eleita titular em 2017. Mestre em Administração e graduada em Estudos Sociais e História, a atual conselheira tem longa trajetória no movimento sindical e social. Foi presidente do Sindicato dos Bancários do ABC entre 2006 e 2012, coordena desde 2015 o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e atualmente faz parte do Conselho Fiscal da Fenae. 

Eleição

A votação em primeiro turno das eleições do Conselho de Administração da Caixa começou nesta segunda e prossegue até sexta-feira, 22 de novembro. O resultado será divulgado no mesmo dia no Portal do Empregado. 

Caso nenhum candidato obtenha 50% mais um dos votos, haverá segundo turno de 2 a 6 de dezembro.

 A eleição será realizada pela rede do banco. O empregado deverá acessar eleicaoca.caixa, usando sua matrícula e senha.
   

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