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06/05/2021 17:56 / Atualizado em 06/05/2021 20:14

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Conselheira fala sobre privatização da Caixa Seguridade: "Vendendo o almoço para pagar a janta"

Presidente da Fenae alerta: medida reduz investimentos do banco em ações que beneficiam diretamente a população em áreas como habitação popular, saneamento, financiamento estudantil e Bolsa Família

 

A conselheira eleita pelos empregados da Caixa Econômica Federal no Conselho de Administração (CA) do banco, Rita Serrano, reforçou, nesta semana, o esvaziamento da estatal a partir da venda de ações da Caixa Seguridade. Conforme destaca Serrano no vídeo abaixo, Fato Relevante divulgado pela própria Caixa revela que, na prática, o resultado “líquido” do IPO (Oferta Pública Inicial das ações, na sigla em (inglês) da subsidiária foi de R$ 3,3 bilhões e que praticamente a totalidade destes recursos (R$ 3 bi) será destinada ao pagamento de juros da dívida pública com a chamada “devolução de Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD)”. 

“Isso representa não só a entrega do patrimônio brasileiro ao mercado como também a redução dos investimentos da Caixa no país; especialmente, em políticas sociais operacionalizadas pelo banco público e que beneficiam diretamente a população”, observa o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, em referência à atuação da estatal na gestão de ações em habitação popular, saneamento, financiamento estudantil e Bolsa Família, entre outras.

De acordo com o Fato Relevante assinado pela Vice-Presidência de Finanças e Controladoria da Caixa, a venda das ações da Seguridade, realizada na última semana, totalizou um volume financeiro de R$ 5 bilhões. Contudo, “a liquidez da Oferta Base e do Lote Suplementar totalizarão um ganho bruto no resultado da Caixa de R$ 3,3 bilhões”. Em diferentes notícias publicadas recentemente pela imprensa — entre elas, reportagem da Folha de S Paulo desta segunda-feira (3), com o posicionamento da Fenae contrário ao IPO (“Caixa usará R$ 3 bilhões de oferta de ações para devolver dinheiro ao governo”) — a direção do banco confirma que R$ 3 bilhões serão repassados ao Tesouro Nacional como “devolução” dos IHCDs.

“Que são operações realizadas entre os bancos públicos e o Tesouro, em anos atrás, e que tem com uma das premissas serem perpétuas”, destaca Rita Serrano. “Então, o que estamos vendo nada mais é do que o governo vendendo o almoço para pagar a janta porque estes recursos não irão para investimentos na Caixa Seguridade; não irão para ampliar as carteiras da Caixa na área de habitação, saneamento e infraestrutura; e muito menos o governo utilizará esses recursos para melhorar a qualidade de vida da população, gerando empregos”, acrescenta a conselheira. 

O vídeo completo também pode ser acessado aqui: “Bilhões de IPO da Seguridade não retornarão para investimentos na Caixa”.

 

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