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28/04/2021 19:16 / Atualizado em 29/04/2021 16:34

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Como anda a vacinação contra Covid-19 no Brasil?

Número de vacinas previstas para maio cai de 46,9 milhões para 32,4 milhões e frustra expectativa de aceleração da vacinação

 

Quando se fala sobre vacinação contra a Covid-19, as perguntas que a maioria dos brasileiros faz são – quando as vacinas estarão disponíveis para todos e quando serei imunizado? As respostas para os questionamentos não são animadoras. Desde o início da vacinação, no dia 18 de janeiro, o país caminha a passos lentos na imunização de sua população.

Segundo dados do Ministério da Saúde, atualizados no dia 27 de abril, 27.952.301 milhões de brasileiros receberam a primeira dose da vacina até hoje. Destas, somente 12.284.390 milhões de pessoas estão imunizadas com a segunda dose. O número de imunizados representa somente 5,8% da população brasileira, que é de 211, 7 milhões de pessoas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O atraso do governo para comprar as vacinas e o ritmo lento da vacinação pode fazer o país demorar anos para proteger os brasileiros contra a Covid-19. De acordo com o biólogo Maurílio Bonora Junior, mestrando no Laboratório de Estudos em Autoimunidade da Unicamp, se o país continuar o atual ritmo de vacinação, os brasileiros estarão imunizados somente em 2024.  “O Brasil é o quinto país que mais aplicou doses de vacinas em valores absolutos, contudo, ao comparar a vacinação por 100 habitantes, estamos muito atrás no ranking. Temos uma população de 210 milhões de habitantes e, no ritmo que estamos, vacinaremos o último brasileiro somente em 2024”, disse em entrevista ao jornal Nexo.

No final de fevereiro deste ano, outra estimativa parecida foi feita pelo microbiologista Luiz Gustavo de Almeida, da Universidade de São Paulo (USP). Levando em conta o número de brasileiros aptos para receberem a vacina – cerca de 160 milhões (maiores de 18 anos), o país levará quatro anos para imunizar a população.

Na opinião do presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, a falta de imunizantes e de uma campanha nacional de vacinação são resultados do negacionismo do governo diante da pandemia e de um descaso com a saúde dos brasileiros “O governo acumula sucessivos erros de gestão, falta de planejamento, logística e desinteresse em adquirir as vacinas antecipadamente, quando foram oferecidas no final do ano passado”, lembrou. “Tudo isso faz o país avançar a passos lentos. Até hoje o governo não definiu um plano nacional de imunização. Cada estado definiu suas próprias estratégias e cronogramas, mas todos dependem da aquisição de vacinas pelo Governo Federal”.

Vacinas disponíveis - Até este mês de abril, as únicas vacinas aplicadas no Brasil são a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, e a AstraZeneca, produzida pela Fiocruz. Outras duas já têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - a Pfizer/BioNTech, com registro definitivo de uso, e a Janssen/Johnson & Johnson, com permissão para uso emergencial. Uma outra vacina não precisou de autorização da Anvisa – é a Covax Facility, desenvolvida por laboratórios em coalizão entre países para impulsionar a distribuição de imunizantes.  No total, o país tem autorização de cinco imunizantes contra a Covi-19.

 A diretoria da Agência rejeitou o uso de duas vacinas, que são a Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, e a russa Sputnik V - do Instituto Gamaleya.

O número de doses previstas para maio frustrou as expectativas. Das 46,9 milhões de doses esperadas para o mês, somente 32,4 milhões serão entregues. Das vacinas autorizadas, o cronograma de entregas do Ministério da Saúde previsto para maio frustra as expectativas. O número de doses esperadas foi reduzido 21,5 milhões de doses virão da Fiocruz (Astrazeneca); 5,6 milhões são do Instituto Butantan (Coronavac). Constam ainda na previsão de entrega de 2,5 milhões de unidades da Pfizer e 2,8 milhões de doses da Covax Facility. A previsão para entrega da Janssen é para o quarto trimestre, com 38 milhões de doses.

Vacina Já – A Federação é defensora da vacinação para todos os brasileiros e pela inclusão dos bancários da Caixa no grupo prioritário. “Sem vacinação para os empregados e para a população, a nossa preocupação é que as agências bancárias se tornem vetores de contaminação da covid-19, principalmente com a retomada do auxílio emergencial”, avaliou Takemoto. “Se os empregados trabalham na linha de frente e são considerados essenciais, devem também ser priorizados na vacinação”, reforçou.

 Para mobilizar a população, os empregados e pressionar o governo pela vacinação para todos, a Fenae criou a campanha Vacina Já. Na página da Campanha, além das matérias, também é possível ver os vídeos de apoiadores e fazer o download das peças da campanha e materiais de divulgação. Acesse: www.fenae.org.br/vacinaja  e conheça a luta pelo fortalecimento do Plano Nacional de Imunização (PNI). 

 

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