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31/10/19 17:40 / Atualizado em 01/11/19 12:12

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Comitê lança campanha #ACaixaÉTodaSua em Goiânia

Evento chamou a atenção dos empregados e da população sobre prejuízos do desmonte do banco público

Empregados, representantes de sindicatos e clientes, participaram de lançamento da campanha #ACAIXAÉTODASUA, promovido pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa, nesta quinta-feira (31), em frente ao Edifício Sede da Agência Anhanguera da Caixa Econômica Federal, no Setor Central, em Goiânia. O ato faz parte da mobilização nacional em prol da instituição e contra a política de privatização que o governo federal realiza aos poucos.

Munidos de cartazes, informativos e caixa de som, os representantes de entidades sindicais e do movimento associativo alertaram os trabalhadores e o público que passava pelo local sobre a privatização em curso das partes mais lucrativas do banco. A Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex) da Caixa foi arrematada recentemente pelo lance mínimo de R$ 96,9 milhões pelo Consórcio Estrela Instantânea. A intenção do governo federal é vender também a área de seguros e cartões, e tirar da Caixa a centralização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Rita Serrano, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa, alerta para os perigos que a privatização das principais operações da instituição pode gerar para o país. A conselheira eleita explica que parte dos recursos obtidos através das loterias era destinada aos programas sociais. As multinacionais que compram as operações transformam os rendimentos em lucros e levam de volta para seus países de origem, sem aplicações efetivas no Brasil.

A conselheira reforça também que o FGTS é usado não somente para o seguro desemprego e aposentadorias. O fundo é um dos maiores do mundo e financia obras importantes nas cidades brasileiras. “A Avenida Anhanguera, na qual estamos agora, tem financiamento do FGTS, assim como financia 98% das cidades brasileiras e praticamente toda área de saneamento básico e mobilidade urbana”, ressalta.

O presidente da Associação do Pessoal da Caixa Econômica (Apcef/GO), Francisco de Assis Cardoso, afirma que a venda do banco é prejudicial, pois a instituição tem sido importante para o desenvolvimento social do país. Ele diz que o povo brasileiro deve ter em mente que a Caixa é responsável pelos principais programas sociais do país, como financiamento de imóveis. “Essa campanha que lançamos hoje tem o intuito de fortalecer o banco enquanto instituição 100% pública”, avalia.

Para o diretor da Região Centro-Oeste da Fenae, José Herculano do Nascimento Neto (Bala), somente com a união dos trabalhadores e da sociedade será possível barrar a política privatista do governo Bolsonaro. “Não podemos deixar que este governo desmantele todas as instituições públicas. Nós temos um trabalho em prol da população, somos um banco de fomento que tem contribuído para o desenvolvimento do Brasil”, acrescentou.

O empregado do banco, Benedito Carlos, é contra a privatização. “A Caixa faz um grande trabalho social pelo povo brasileiro, na habitação, na infraestrutura, no fundo de garantia dos trabalhadores. É muito importante manter o banco como um bem público para o futuro do Brasil”, diz.

Comitê

Formam o Comitê Nacional em Defesa da Caixa a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Federação Nacional dos Gestores da Caixa Econômica Federal (Fenag), Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (Fenacef), Associação dos Advogados da Caixa Econômica Federal (Advocef), Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal (Aneac), Associação Nacional dos Auditores Internos da Caixa Econômica Federal (AudiCaixa), Associação Nacional dos Técnicos Sociais e Assistentes de Projetos Sociais da Caixa Econômica Federal (Social Caixa), Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), e Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU), além das centrais sindicais CUT, CTB, Intersindical, CSP/Conlutas e UGT.

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