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27/11/15 12:49 / Atualizado em 01/12/15 10:08

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Comissão Executiva dos Empregados repudia manifestação da Caixa junto ao MPT

Respondendo à solicitação do procurador Brisolla, o banco alegou que a mudança no cenário econômico obrigou a revisão do planejamento estratégico. CEE/Caixa também rebate interpretação quanto à cláusula 50 do ACT 2014/2015

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) repudiou a manifestação protocolada pela Caixa Econômica Federal junto ao Ministério Público do Trabalho, em resposta à solicitação do procurador Carlos Eduardo Brisolla, da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região. No dia 5 de novembro, foi concedido prazo de 20 dias para que o banco apresentasse um cronograma de contratação dos aprovados no concurso público de 2014 ou um estudo que dimensionasse as admissões a serem feitas até dezembro deste ano ou até junho de 2016.

Em um dos trechos do documento apresentado ao MPT, a Caixa diz que “a convocação dos aprovados ocorre de acordo com a disponibilidade orçamentária e necessidades estratégicas”. Em outro, afirma que “a vontade das partes ao assinar tal cláusula (50) do ACT 2014/2015, consistia em admitir 2.000 candidatos aprovados em concurso público e não em aumentar o quadro em mais 2.000 além do quantitativo já existe em agosto/2014”.

Clique aqui e confira o documento protocolado pela Caixa.

A coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus, rebate a informação dada pelo banco. “É claro que não assinaríamos um acordo coletivo para, no final das contas, terminar com a redução do quadro de pessoal. Quando colocamos as 2 mil contratações no ACT 2014/2015, haviam 101 mil empregados, total já insuficiente, e por isso nossa vontade era chegarmos aos 103 mil. No entanto, estamos encerrando este ano com menos de 98 mil”, explica.

Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, também não é aceitável o argumento da empresa no que diz respeito à mudança do cenário econômico. “A realidade do país é realmente diferente de 2014, mas para os bancos não há crise. De janeiro a setembro deste ano, a Caixa teve lucro líquido de R$ 6,5 bilhões, um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto o banco se nega a contratar mais empregados, segue no topo do ranking de reclamações do Banco Central”, afirma.

Fabiana Matheus reforça que diante da intransigência da Caixa, mesmo após a intervenção inicial do Ministério Público do Trabalho, é preciso ampliar a luta e a mobilização. “Vamos aguardar a manifestação do procurador Brisolla para, em seguida, dar os próximos passos. Nas ruas, no Congresso Nacional e no Judiciário, temos que usar todas as armas que temos. Uma delas é coletar as 100 mil assinaturas no abaixo-assinado até o final de janeiro, buscando o apoio dos clientes e da população em geral”, diz.

Genésio Cardoso, diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e membro da CEE/Caixa, completa: “Debatemos, protestamos, fizemos abaixo-assinado, fomos ao Congresso Nacional, fizemos greve e o MPT buscou acordo. No entanto, a direção da Caixa se mostrou insensível em cumprir o acordo e contratar. Não nos daremos por vencidos, a luta toma novo rumo, incluindo o Judiciário”.

O abaixo-assinado e outras artes da campanha “Mais Empregados para a Caixa, Mais Caixa para o Brasil” podem ser baixadas no site www.fenae.org.br/maisempregadosja.

#MaisEmpreagadosJá

Em 2014, a Caixa realizou um dos maiores concursos públicos da história. Foram quase 1,2 milhão de inscritos, dos quais 32.879 foram aprovados. Até o momento, apenas 3.182 foram convocados (9,67% do total) e apenas 2.482 admitidos (7,54% do total). Neste ano não houve uma convocação sequer em fevereiro, março, julho, agosto, setembro e outubro. Enquanto isso, a falta de empregados prejudica a todos. Trabalhadores estão sobrecarregados e, consequentemente, adoecendo mais. Clientes e usuários sofrem a demora no atendimento.

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