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02/05/14 07:50 / Atualizado em 02/05/14 07:57

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Comemoração do 1º de Maio da CUT defende continuidade do atual projeto político brasileiro

Ato aconteceu no Vale do Anhangabaú, em São Paulo (SP), e reuniu mais de 100 mil trabalhadores. Houve a participação de outras centrais sindicais, como a CTB, a CSB e a UGT, além de lideranças do PT, PSB, PC do B, PDT e PMDB

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Nas comemorações do Dia do Trabalhador em São Paulo (SP), durante ato político do 1º de Maio, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) destacou que todos os recentes avanços sociais obtidos nos últimos anos são resultado, em grande parte, da ação do movimento sindical.

Para a CUT, as mobilizações de rua, a organização nos locais de trabalho, as greves e a ação coordenada junto aos três poderes, que no passado foram fundamentais para a luta contra a opressão e o arrocho salarial, têm sido atualmente responsáveis por conquistas como os maiores aumentos salariais das últimas décadas, a política de valorização do salário mínimo, o aumento do emprego com carteira assinada e pelas sucessivas atualizações da tabela do Imposto de Renda, como a anunciada nesta quinta-feira (1) pela presidenta Dilma Rousseff.

O ato do 1º de Maio no Vale do Anhangabaú reuniu mais de 100 mil trabalhadores e foi organizado não só pela CUT, mas também pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), pela Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e pela União Geral dos Trabalhadores (UGT). Contou também com a participação de lideranças do PT, PSB, PC do B, PDT e PMDB.

“Foi um 1º de Maio vitorioso porque reunimos as principais centrais sindicais e não abrimos espaço, em nosso palco, para representantes das elites, dos empresários e de partidos que representam o retrocesso, como aconteceu próximo ao campo de Marte”, avaliou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, ao mesmo tempo em que criticou as celebrações realizadas pela Força Sindical.

Para Vagner Freitas, a unidade das centrais e a pauta essencialmente classista defendida nesse 1º de Maio vão impulsionar o movimento sindical na luta para destravar as reivindicações da classe trabalhadora que estão em compasso de espera no Congresso Nacional. O próximo capítulo dessa luta vai ocorrer no dia 6, próxima terça-feira, quando as lideranças das centrais vão participar de audiência no plenário da Câmara dos Deputados para defender a aprovação de projetos como a redução da jornada sem redução de salário, o fim do fator previdenciário e a regulamentação da negociação no setor público, entre outros pontos que já foram apresentados durante a 8ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora.

“Vamos cobrar do presidente da Câmara, o deputado Henrique Alves (PMDB/RN), agilidade e cumprimento dos compromissos que o Legislativo tem com o povo e com os trabalhadores”, disse Vagner Freitas.

Um dos oradores do ato político do Vale do Anhangabaú lembrou a origem do Dia do Trabalhador. Foi dito, por exemplo, que o 1º de Maio existe para homenagear os trabalhadores e trabalhadoras assassinados em 1886 em Chicago (EUA), quando lutavam contra os patrões por direitos trabalhistas como redução de jornada. E, nesse sentido, a luta da classe trabalhadora, no Brasil e no mundo, continua hoje.

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