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16/04/21 09:20 / Atualizado em 16/04/21 09:08

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Com mercado instável, BV adia listagem na Bolsa de Valores

Cenário desfavorável parece não abalar a pressa da Caixa em privatizar seu braço de seguros, com abertura de capital marcada para o dia 29 deste mês

Em meio ao pior momento da pandemia, as empresas estão desistindo de entrar na Bolsa de Valores. O anúncio mais recente é do BV, ex- Banco Votorantim. Embora ainda haja interesse, os acionistas vão aguardar uma mudança no cenário econômico para avançar no IPO (abertura de capital) da instituição. A desistência foi divulgada em fato relevante do Banco do Brasil (BB), que é sócio no negócio, na terça-feira (13).

 Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), 18 empresas cancelaram os IPOs desde o início do ano. Além da instabilidade do mercado por conta da pandemia, a ingerência política também motiva o adiamento da oferta dos papéis. A interferência de Bolsonaro na presidência do Banco do Brasil e na Petrobras, provocando queda no valor de mercado das estatais, criou um estado de “aversão às estatais”, segundo o jornal Estadão.

Mesmo diante deste cenário desfavorável, a direção da Caixa ainda insiste em privatizar a Caixa Seguridade – uma das áreas mais rentáveis e estratégicas do banco público. A abertura de capital da subsidiária está marcada para o dia 29 de abril.

“Isso comprova que a intenção do Governo e de Pedro Guimarães [presidente da Caixa] é ‘abrir a porteira’ da privatização da Caixa. Não importa o cenário político e a instabilidade do mercado, a desvalorização das ações. A única coisa que importa é começar o processo de privatização e desmonte do banco”, avalia Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).

Esta é a terceira tentativa da Caixa em abrir o capital da subsidiária. A última foi em setembro do ano passado e foi suspensa justamente em razão da instabilidade do mercado provocada pela crise da pandemia. À época, a operação estava avaliada em R$ 60 bilhões; agora, o valor estimado é de R$ 36 bilhões.

Além da Caixa Seguridade, Pedro Guimarães atua para a privatização da Caixa Cartões, Gestão de Recursos, Loterias e uma outra instituição financeira para onde serão repassadas todas as operações sociais do banco. 

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