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03/12/12 06:49 / Atualizado em 03/12/12 06:52

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Centrais sindicais divulgam carta exigindo do governo aprovação do acordo sobre o fim do fator previdenciário

Documento, assinado pela CUT, CTB, Força Sindical, UGT e NCST, reivindica que o governo se disponha a sentar novamente à mesa de negociação para desbloquear a votação no Congresso Nacional até o fim deste ano

Fenae Net

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Força Sindical, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) divulgaram carta na qual denunciam e repudiam a não votação do fim do fator previdenciário na sessão de 28 de novembro na Câmara dos Deputados.

Na correspondência, as centrais sindicais dizem que o acordo é uma das principais prioridades da pauta dos trabalhadores que vem sendo defendida e negociada com o governo federal nos últimos anos, “em função do caráter perverso do atual fator previdenciário, que pune a classe trabalhadora após anos e anos de contribuição e trabalho”.

O texto lembra que a discussão e a negociação sobre o fator previdenciário se arrastam desde meados de 2007. Dizem ainda as centrais sindicais: “E, apesar de termos proposto diversas alternativas para solucionar os impasses surgidos e chegado ao acordo da fórmula 85/95, o governo vem sistematicamente bloqueando a votação dessa matéria no âmbito da Câmara Federal. Conscientes do nosso papel de defender a classe trabalhadora e também da nossa responsabilidade para com o sistema previdenciário brasileiro, a nossa proposta leva em consideração a necessidade de sustentabilidade do sistema e não apenas o fim, pura e simplesmente, da fórmula do cálculo”.

O documento das centrais sindicais afirma não entender o porquê da insistência do governo em manter o bloqueio à votação dessa reivindicação tão importante para os trabalhadores brasileiros, que têm sido vítimas desse mecanismo injusto, que contribui para a exclusão. E mais: “A previdência social brasileira é um dos maiores instrumentos de distribuição de renda e de combate à desigualdade. A atitude do governo não faz jus ao slogan de que “País rico é país sem pobreza”.

No último parágrafo da correspondência, as centrais sindicais reivindicam que o governo se disponha a sentar novamente à mesa de negociação para desbloquear a votação no Congresso Nacional até o fim deste ano, tendo em vista que o tema já foi acordado anteriormente. É dito ainda, por fim, que as centrais sindicais pretendem manter mobilização e pressão para que os deputados votem o quanto antes o fim dessa injustiça contra os trabalhadores do Brasil, referendando o acordo.

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