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19/11/19 17:43 / Atualizado em 20/11/19 12:25

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Campanha #ACaixaÉTodaSua reúne defensores do banco público em Porto Alegre

Com adesão crescente no país, outras mobilizações regionais da campanha serão realizadas em Curitiba (PR) e Recife (PE) e Florianópolis (SC)

Na Praça da Alfândega, um dos pontos mais movimentados do centro de Porto Alegre, um ato promovido por dezenas de pessoas marcou o lançamento da campanha #ACAIXAÉTODASUA na cidade. Organizado pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa, a ação, que começou por volta das 12h, reuniu empregados da instituição e defensores dos bancos públicos, de empresas estatais e faz parte de uma série de mobilizações pelo país em defesa do banco público e contra o desmonte da Caixa Econômica Federal.

A campanha, que cresce e se fortalece em todo o país, tem mostrado para a sociedade que vender setores rentáveis da Caixa compromete o desenvolvimento econômico e social do Brasil. O ato contou com a presença do vice-presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, que destacou a necessidade desta luta.  "Estamos sofrendo um forte ataque, perdendo espaço no Fundo de Garantia, no Minha Casa Minha Vida e no Fies. Já tivemos a privatização da Lotex, que representa uma grande perda, não somente para a caixa, mas para toda a população".

Há poucas semanas, a Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex) foi entregue a grupos estrangeiros com preço abaixo do valor estimado pelo mercado e é um dos exemplos do fatiamento pretendido para o banco público. Cerca de 40% da arrecadação da Caixa com loterias vão o governo federal investir em segurança pública, cultura, esporte, educação e saúde.

Para Takemoto, a campanha #ACAIXAÉTODASUA é importantíssima porque é preciso conscientizar os empregados da instituição e, principalmente, a população do que representa o enfraquecimento do banco público.

Uma das organizadoras do evento e diretora de Juventude da Federação, Rachel Weber, explica que o governo fedeal pretende promover este desmonte através do fatiamento e da venda das partes lucrativas como aconteceu com Lotex e como é pretendido com os Seguros, os Cartões. "A gente precisa que essas partes sigam sendo geridas pelo Estado, porque o retorno em financiamento habitacional, Fies, FGTS, volta para todo brasileiro que precisa. Um banco privado não faz esse tipo de serviço", defende Rachel.

A Caixa faz parte da vida de todos os brasileiros há 158 anos. Foi graças as partes lucrativas da instituição que milhares de famílias conseguiram financiar, com taxas menores, a compra da casa própria. Também é por meio da Caixa que acontece a operação de toda a área social, como benefícios ao trabalhador e acesso a produtos e serviços por meio da bancarização.

As Loterias, por exemplo, são um desses setores estratégicos visados pela privatização da atual gestão da Caixa. Responsável pelo sonho de muitos apostadores, as Loterias também financiam o sonho de estudantes que querem um diploma do ensino superior. Os prêmios que não foram reclamados em 90 dias após a data do sorteio são repassados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo do Financiamento Estudantil (Fies). Em 2017, o Fies recebeu cerca de R$ 1,3 bilhões das Loterias. O valor passou para pouco mais de R$ 730 milhões em 2018. Parte do recurso arrecadado com as apostas também é destinado para a saúde, cultura e esporte, beneficiando toda a população.

Segundo o diretor de Comunicação e Imprensa da Fenae, Marcos Saraiva, a campanha #ACAIXAÉTODASUA tem como objetivo levar para a sociedade brasileira este papel da Caixa como agente público. "Estamos aqui com os companheiros do sindicato, da federação, da Apcef apresentando para Porto Alegre, mas também para o Brasil inteiro, a importância que a Caixa tem na vida dos trabalhadores, na vida da sociedade".
 

Para Marcello Carrión, presidente da Apcef, é por meio da Caixa que o governo tem a capacidade de fazer a capilaridade das políticas públicas. Como instituições da cidadania, da distribuição de renda e da inclusão social, a Caixa e outros bancos públicos respondem por 68% das agências bancárias que operam em território gaúcho. São responsáveis ainda por 77% das operações de crédito e por 100% dos financiamentos imobiliários, correspondendo a um investimento de R$ 42 bilhões. "Estamos aqui para lutar por uma Caixa 100% pública. Somos contrários ao fatiamento pretendido por esse governo", defende Carrión.  Com recursos do FGTS, a Caixa já executou R$ 34,3 bilhões em obras de saneamento, habitação e infraestrutura no Rio Grande do Sul desde 1995. Essa política de desenvolvimento social conta com o suporte de 260 agências mantidas pela Caixa no estado, estando agora ameaçada pelo desmonte do patrimônio público patrocinado pelo governo federal.

Célia Margit Zingler, diretora da Região Sul da Fenae e de Aposentados, Previdência e Saúde da Apcef/RS destacou a importância da Caixa na garantia do direito dos aposentados, como os Planos de Saúde e os Fundo de Pensão (Funcef). "Peço com todo carinho que, aposentados como eu, saiam de casa, usem a camiseta, divulguem no Facebook e todas as mídias que pudermos defender a Caixa. #ACaixaÉTodaSua, é toda nossa".

A mobilização reuniu membros da Fenae, Apcef/RS, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, Fetrafi/RS, Advocef, Aneac, Fenag, AudiCaixa, Social Caixa e Fenacef, além de delegados sindicais e interessados que passavam pelo local. Foi animado pela dupla Canandes, composta pelos cantores Lili Fernandes e Dudu Castilhos, e teve distribuição de camisetas, botons e salada de frutas.

Os lançamentos regionais, depois de Porto Alegre (RS), seguem acontecendo pelo Brasil. Nos próximos dias, mobilização #ACaixaÉTodaSua em Curitiba (PR), Recife (PE) e Florianópolis (SC).

Para saber mais sobre a campanha em defesa da Caixa pública e social, acesse www.acaixaetodasua.com.br.

 

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