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15/02/08 05:47 / Atualizado em 13/12/08 10:55

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Caixa surpreende e capta R$ 1,369 bi na poupança

A Caixa Econômica Federal captou R$ 1,369 bilhão na caderneta de poupança em janeiro, surpreendendo em um mês tradicionalmente fraco para esse produto. Os demais bancos, em conjunto, tiveram uma captação negativa de R$ 200 milhões, o que permitiu à Caixa ampliar a sua participação no mercado, subindo de 32,03% para 32,45%.

A Caixa mantém uma estratégia agressiva de captação na caderneta porque conta com essa fonte de recursos para cumprir sua meta de contratação de financiamentos imobiliários. O objetivo é emprestar R$ 20,9 bilhões em 2008, dos quais R$ 8,3 bilhões com recursos da caderneta. Em janeiro, o saldo captado chegou a R$ 77,13 bilhões. "Definimos como prioridade o aumento da captação em caderneta de poupança", afirma o vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza. Uma das principais preocupações do banco era reverter uma tendência de envelhecimento da base de clientes da caderneta de poupança.

Foram intensificadas as campanhas publicitárias, voltadas sobretudo para o público infantil. Uma das investidas mais bem-sucedidas foi a dos "poupançudos", que incluía a distribuição de dois milhões de cofrinhos em formato de monstrengos. "Atraímos as crianças às agências e, junto com elas, os pais", afirma Lenza.

Os resultados, segundo ele, começam a aparecer. O saldo total em contas de poupadores entre 6 e 15 anos de idade aumentou 85% entre 2003 e 2007. A quantidade de contas de poupadores com até 15 anos de idade cresceu cerca de 26%, superando a marca de 1 milhão de contas e atingindo cerca de R$ 1,8 bilhão em saldo. Os pais acompanharam as crianças. Hoje, 34% dos investidores da caderneta têm entre 25 e 40 anos.

Também houve empurrão importante da queda dos juros, que tornou a caderneta mais competitiva frente os fundos de investimento que cobram taxas de administração altas. Especialistas calculam que, quando as taxas de administração dos fundos superam 1,5%, a caderneta se torna mais atrativa, já que esse investimento é isento do Imposto de Renda.

Em fins de 2006, quando os juros de mercado caíam rapidamente, alguns especialistas chegaram a alertar para os riscos de uma forte migração de investidores dos fundos para a caderneta. O perigo seria conceder financiamentos habitacionais de longo prazo com base em uma fonte de captação mais instável.

Lenza disse que a mudança de regra feita pelo governo no início de 2007, que impediu a remuneração da caderneta de poupança em 65% da taxa Selic, serviu para impedir a migração dos grandes investidores para a caderneta e, ao mesmo tempo, atrair pequenos investidores que estavam insatisfeitos com as altas taxas de administração cobradas pelos bancos. "Não está havendo canibalização dos fundos de investimento", afirma Lenza. No caso da Caixa, os fundos registraram uma captação positiva de R$ 1,6 bilhão em janeiro.

Um terceiro fator que tem contribuído para o aumento das captações em caderneta é o crescimento econômico e o aumento de renda. Os dados da Caixa mostram que em regiões em que o Produto Interno Bruto (PIB) se expande acima da média nacional as captações também registram ritmo mais acelerado. Entre 2003 e 2007, a região Norte teve um crescimento de 89% na abertura de contas e o Centro-Oeste, de 65%.

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