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30/10/2017 07:46 / Atualizado em 30/10/2017 09:42

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Caixa obriga trabalhadores a assinarem acordos individuais com gestores

GDP, implantado de forma unilateral pela direção do banco, acentua precarização das condições de trabalho e aumenta casos de adoecimento

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O programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) da Caixa continua a ser tema recorrente em discussões entre as entidades representativas do setor. Entre os maiores absurdos do programa está a assinatura de acordo individual entre o bancário e a empresa, algo que constrange mais ainda o trabalhador.  

O programa acentua a precarização das condições de trabalho nas agências e aumenta os casos de adoecimento. O GDP prevê metas individuais e, ao estabelecer um contrato individual entre o empregado e o gestor imediato, fere os princípios coletivos da relação de trabalho. “Ele também vai tornar maior o número de casos de adoecimentos e agravar as precárias condições de trabalho por aumentar a competitividade entre colegas e gerar conflitos dentro das próprias equipes”, explica a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

Outro ponto a ser levado em consideração é que a Caixa, em julho, ampliou o GDP para todos os trabalhadores com o objetivo de estabelecer metas inatingíveis, retirar a função dos empregados, fragilizar as relações de trabalho e implementar a meritocracia. Como consequências do programa da Caixa, estão o aumento do adoecimento e níveis de estresse elevados e piora no clima organizacional e nas condições de trabalho.

Histórico

A implantação do GDP começou em 2015, sem qualquer discussão com os representantes dos empregados. Em maio daquele ano, Contraf-CUT e Fenae iniciaram uma ampla campanha de conscientização e mobilização contra o programa. Na ocasião, foram divulgadas uma nota de repúdio das entidades e uma cartilha. Esta última publicação foi impressa e enviada para todos os trabalhadores do banco.

De lá para cá, o GDP foi tema de diversas reuniões da mesa permanente de negociações. Apesar da pressão das entidades sindicais e do movimento associativo, a Caixa manteve a intransigência.

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