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20/11/2015 15:37 / Atualizado em 20/11/2015 15:46

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Caixa lucra mais, mas se nega a contratar e melhorar condições de trabalho

No acumulado entre janeiro e setembro de 2015, o lucro líquido foi de R$ 6,5 bilhões. Dados divulgados nesta sexta-feira também reforçam a importância de o banco continuar 100% público, em prol do país e dos brasileiros

Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (20), a Caixa Econômica Federal alcançou lucro líquido de R$ 6,5 bilhões até setembro de 2015, aumento de 23,3% em relação ao mesmo período de 2014. No terceiro trimestre, o resultado foi de R$ 3 bilhões, evolução de 60% sobre julho/setembro do ano passado e de 57% em relação ao segundo trimestre de 2015.

Os números apontam que houve aumento nas contratações da carteira de habitação, no crédito comercial, na área de saneamento e infraestrutura e no crédito rural, bem como na captação de recursos (caderneta de poupança). A carteira de crédito ampla, por exemplo, avançou 15,5% em 12 meses e 2,8% no trimestre. O saldo alcançou R$ 666,1 bilhões, representando 20,9% do mercado.

Já o crédito habitacional continuou a ser o principal destaque, com evolução de 17,2% em relação ao acumulado entre janeiro e setembro de 2014. O saldo atual é de R$ 375,7 bilhões, o que representa 67,5% de participação no mercado. “O balanço reforça a importância da Caixa para o país e para os brasileiros. Por isso, temos que continuar lutando contra qualquer iniciativa, como o PLS 555/2015, que ameace a manutenção do banco como 100% pública”, diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Para Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), os dados também mostram que o banco tem condições de melhorar as condições de trabalho nas unidades e contratar mais. “Enquanto a Caixa lucra mais e ganha mais com tarifas, os empregados, que fazem todo esse resultado positivo, convivem com sobrecarga, pressão por metas e adoecimento. É preciso que os ganhos da empresa sejam revertidos em respeito à qualidade de vida da categoria”, afirma.

“A própria Caixa destaca, no balanço do terceiro trimestre, que ‘tal desempenho ocorreu com o empenho de seus 97,7 mil empregados concursados, além de 15 mil estagiários e aprendizes’. Ela ignora, porém, que esse quantitativo de trabalhadores não atende a demanda, que é crescente. Hoje, na média, são quase 800 clientes por empregado. Em 2003, eram 335”, acrescenta Jair Pedro Ferreira.

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