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21/04/2018 07:53 / Atualizado em 08/04/2019 09:09

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Brasileiros devem se preparar melhor para a velhice, aponta gerontóloga no Inspira Fenae 2018

Ina Voelcker disse que ainda faltam condições adequadas para envelhecer com qualidade de vida. Neste último dia do Inspira Fenae 2018 serão debatidos ainda temas como diversidade, empoderamento feminino e novas tecnologias

“O que vocês podem fazer hoje para chegar bem ao futuro”. Este foi o dever de casa que a gerontóloga, Ina Voelcker, sugeriu aos participantes do Inspira Fenae 2018.  A especialista alemã abriu o segundo e último dia de palestras do evento, que está ocorrendo desde ontem, no Rio de Janeiro. Ao falar sobre longevidade, a diretora técnica do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR), disse que os brasileiros estão vivendo muito mais, porém ainda faltam as condições adequadas para envelhecer com qualidade de vida.

Segundo dados apresentados durante a palestra, em 1950 a expectativa de vida média da população brasileira era de 48 anos. Em 2015, esta média passou para 75,5 anos e hoje já está em mais de 76 anos.

Além de números, Ina fez uma reflexão sobre os fatores que estão levando o Brasil a ter mais idosos. Conforme ela, esta mudança deve-se a uma combinação: o brasileiro está vivendo mais e tendo menos filhos.

Houve uma redução drástica na taxa de reprodução entre os brasileiros. Se em 1950, a média de filhos por mulher era de 6,21, em 2015 esta média chegou a menos de dois filhos por mulher.

Diante deste cenário, a gerontóloga fez o seguinte questionamento. Quais os desafios sociais causados por estas mudanças demográficas? Segundo ela, são muitos. O país não tem se preparado para atender a população mais idosa, que sofre com dificuldades para se locomover, para ter acesso a serviços básicos como saúde, por exemplo.

“ A sociedade brasileira precisa estar mais preparada para essa longevidade”, enfatizou a diretoria do ILC-BR. Para Ina, os desafios sociais para envelhecer com mais qualidade de vida “ estão ligados a todos os desafios sociais que vocês estão discutindo em outras áreas no Inspira Fenae”.

Conforme ela, é preciso pensar no envelhecimento como parte do curso da vida.  E aponta quatro capitais que considera fundamentais para envelhecer bem: o vital, ou seja, cuidar da saúde; conhecimento; social e financeiro. “ Já conquistamos a oportunidade de viver mais, agora é preciso pensar e investir para viver melhor”, finalizou.

Programação

O último dia do Inspira Fenae 2018 será marcado por palestras sobre temas como diversidade, empoderamento feminino, novas tecnologias, desenvolvimento econômico, entre outros.

O evento será encerrado às 18h com apresentação dos Canarinhos de Petrópolis.

 

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