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05/10/07 05:21 / Atualizado em 13/12/08 10:55

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BB vai incorporar o Banco do Piauí

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), espera assinar até o fim do mês o contrato de incorporação do Banco do Estado do Piauí (BEP) ao Banco do Brasil (BB). O acordo, segundo o governador piauiense, deverá ser igual ao adotado no caso do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que terá sua incoporação ao BB oficializada hoje, em Florianópolis. Na próxima semana, a incorporação do BEP já deverá ser discutida no Conselho de Administração do BB. A conclusão do processo, entretanto, ainda dependerá de resolução do Senado Federal e de um decreto presidencial retirando o BEP do Programa Nacional de Desestatização.

O governador do Piauí não revelou os valores envolvidos na negociação. 'A definição do valor a ser pago pela incorporação ainda dependerá do trabalho de avaliação do patrimônio do banco, que será feito em conjunto por técnicos do governo do estado, do BB e do Banco Central', disse.

A gestão da conta única e o pagamento da folha de salários dos servidores do estado são os bens que mais agregarão valor à incorporação. 'Pagamos mensalmente, através do BEP, R$ 120 milhões a 103 mil servidores da ativa, aposentados e pensionistas', disse o governador.

Dias se disse tranqüilo quanto à possibilidade de a negociação ser contestada judicialmentepelo Bradesco, como já antecipou o presidente do banco, Márcio Cypriano. 'Temos pareceres da Procuradoria Geral do Estado e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional garantindo a legalidade da operação', disse. Para o governador, nem a oferta de uma proposta mais atrativa por um banco privado colocará em risco a incorporação do BEP ao BB.

A negociação com o BEP faz parte de uma ofensiva do BB para manter sua liderança no mercado. Impedido de adquirir bancos privados, o BB vê na incorporação dos bancos estaduais uma alternativa de expansão.

Na incoportação do Besc, o BB pagará R$ 250 milhões ao governo catarinense pela gestão do caixa do Estado e da folha de pagamento dos servidores. O BB também negocia a incorporação do Banco de Brasília (BrB).

Federalizados no Programa de Saneamento dos Bancos Estaduais, o Besc e o BEP deveriam ser privatizados, extintos ou transformados em agências de fomento. O BB vem desenvolvendo uma estratégia agressiva para compra a folha de pagamentos de servidores de estados que tiveram seus bancos privatizados. O Maranhão foi o primeiro a romper um contrato com o Bradesco.

Nos últimos dias, o BB abriu negociações para comprar a folha de salários dos 562 mil servidores de Minas Gerais, hoje administrada pelo Itaú. Ontem, o governo da Bahia anunciou a transferência do pagamento dos 250 mil servidores estaduais do Bradesco para o BB. Com isso, o BB passará a gerir a folha de salários de 12 estados. 'Estamos entrando com força total neste mercado', disse uma fonte do BB. Ao todo, são mais 1,7 milhão de servidores públicos estaduais. Em Minas, o banco já detém o pagamento da folha dos servidores da prefeitura de Belo Horizonte.

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