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04/10/14 01:58 / Atualizado em 06/10/14 07:42

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Bancos propõem 8,5% no salário e 9% no piso; Comando orienta aceitação

Novas propostas da Fenaban, da Caixa e do Banco do Brasil, arrancadas com a greve, tem aumento real, valorização do piso e avanços sociais. Assembleias ocorrem na segunda-feira

Jogos Fenae

No quarto dia da greve nacional, nesta sexta-feira (3), que paralisou 10.355 agências e centros administrativos em 26 estados e no Distrito Federal, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) retomou as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), e apresentou uma nova proposta para a categoria.

Foi a nona rodada de negociação da Campanha 2014. A Fenaban aumentou o índice de reajuste de 7,35% para 8,5% (aumento real de 2,02%) nos salários e demais verbas salariais, de 8% para 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 12,2% no vale-refeição. Também houve avanços em pontos como combate às metas abusivas, saúde e condições de trabalho.

Na sequência da reunião com a Fenaban, ocorreram negociações específicas com a Caixa e o Banco do Brasil, que trouxeram igualmente novas propostas. O Comando Nacional avaliou de forma positiva o que foi apresentado e decidiu, por ampla maioria, orientar a aprovação nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (6) em todo o país.

> Clique aqui para ver a proposta específica da Caixa.

"O aumento da proposta dos bancos é resultado da forte greve, que cresceu nesses primeiros quatro dias e superou o número de agências paralisadas no ano passado", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional. Ele acrescenta: "Consideramos a proposta positiva, conquistada com muita mobilização. No Banco do Brasil e na Caixa, os 9% de reajuste no piso vão impactar nas curvas dos planos de cargos e salários”.

Combate às metas abusivas

Os bancos incluirão na Convenção Coletiva o compromisso de que "o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho". Trata-se de mais um passo no combate às metas abusivas, que tem provocado adoecimento e afastamento de bancários. A cobrança de metas passará a ser proibida não somente por SMS, mas por qualquer tipo de aparelho ou plataforma digital.

Dias parados

A Fenaban propõe a compensação dos dias parados durante a greve na forma de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora por dia no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.

Outros avanços nas negociações com a Fenaban

A proposta inclui ainda os avanços apresentados pelos bancos ao longo das negociações sobre saúde e condições de trabalho, tais como:

Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.

Adiantamento de 13º salário para os afastados - Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.

Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical.

Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente.

Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.

Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.

Campanha sobre assédio sexual - Os bancos assumiram o compromisso de realizar uma campanha junto com os bancários para combater o assédio sexual no trabalho.

Nova proposta econômica dos bancos
- Reajuste de 8,5% (2,02% de aumento real).
- Piso portaria após 90 dias: 1.252,38 (9% ou 2,49% de aumento real).
- Piso escritório após 90 dias: R$ 1.796,45 (2,49% acima da inflação).
- Piso caixa/tesouraria após 90 dias: R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,37% e 2,37% de aumento real).
- PLR regra básica: 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82.
- PLR parcela adicional: 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98.
- Antecipação da PLR:
* Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.
* Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.
* Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99.
- Auxílio-refeição: R$ 26,00 (R$ 572 ao mês), reajuste de 12,2%.
- Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta: R$ 431,13.
- Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses): R$ 358,82.
- Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses): R$ 306,96.
- Gratificação de compensador de cheques: R$ 139,44.
- Requalificação profissional: R$ 1.227,00.
- Auxílio-funeral: R$ 823,29.
- Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto: R$ 122.770,20.
- Ajuda deslocamento noturno: R$ 85,94.

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