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22/04/20 15:17 / Atualizado em 22/04/20 15:23

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Banco público socorre MEIs e micro e pequenas empresas com crédito a juros menores

Por meio de parceria com o Sebrae, banco público vai investir cerca de R$ 7,5 bilhões para assegurar financiamento a esses segmentos por conta da crise do Covid-19

Como principal banco público do país, a Caixa Econômica Federal entra em ação agora para socorrer um dos segmentos que mais emprega no Brasil. Um acordo firmado com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai facilitar o acesso dos microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas a financiamento de capital de giro. O investimento, segundo a Caixa, será de aproximadamente R$ 7,5 bilhões.

O foco é apoiar esses negócios para enfrentarem os impactos da crise causada pela pandemia do coronavírus no Brasil. Conforme a Caixa, a linha de financiamento terá prazo de carência de até 12 meses para começar a pagar com taxas até 41% menores que as usuais do banco. A parceria com o Sebrae permitiu a redução da taxa de juros, assim como o aumento do número de parcelas.

 “Essa medida chega em um momento importante, segmentos como os pequenos empreendedores e as pequenas empresas estão entre os que tiveram suas atividades afetadas pelos efeitos do novo coronavírus no País”, destaca o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira. 

Condições

O microempreendedor individual poderá contratar até R$ 12,5 mil, com carência de 9 meses e prazo de amortização de 24 meses. A taxa de juros será de 1,59% ao mês. Já as microempresas poderão contratar até R$ 75 mil, com carência de 12 meses e prazo de 30 meses. A taxa será de 1,39% ao mês. 

As empresas de pequeno porte poderão contratar até R$ 125 mil, com carência de 12 meses e prazo de 36 meses. Os juros serão de 1,19% ao mês. 

A parceria utiliza linhas de crédito da Caixa e garantias complementares do Sebrae, por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Além de entrar com recursos para alavancar o volume de operações de crédito através do Fampe, o Sebrae também deve oferecer aos empreendedores o crédito assistido. 

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, um dos maiores obstáculos no acesso dos pequenos negócios a crédito é a exigência de garantias feita pelas instituições financeiras. 

Desde o começo da crise, 60% dos donos de pequenos negócios tiveram o pedido de crédito negado nos bancos. A principal barreira são as garantias solicitadas pelas instituições financeiras para concessão do empréstimo. Conforme Melles, o Fampe funciona como um salvo-conduto. 

O fundo está colocando mais de R$ 500 milhões em recursos no programa neste primeiro momento, que serão alavancados pela Caixa para chegar aos R$ 7,5 bilhões em crédito anunciados. Há negociações em andamento para ampliar o programa em parceria com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

“A atuação da Caixa e a possibilidade de estabelecer parceria também com o BNDES demonstra mais uma vez a importância que os públicos têm para promover o desenvolvimento social e econômico do país. Por isso, é fundamental que toda a sociedade reflita sobre esse cenário e defenda essas instituições”, acrescenta Jair Ferreira.

 A linha de crédito pode ser solicitada sem sair de casa. Confira o passo a passo na imagem abaixo de como pedir o financiamento pela Internet:

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   Fonte: Sebrae

Para saber mais informações sobre a linha de crédito acesse o portal do Sebrae www.sebrae.com.br .

   

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