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14/11/2019 18:22 / Atualizado em 18/11/2019 18:00

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Bancários conseguem barrar aplicação imediata da MP 905

Em negociação, Comando Nacional dos Bancários deixou claro que a categoria não aceitará perda de direitos fundamentais

Em reunião nesta quarta-feira, dia 14, com a Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários foi taxativo: se eles aplicarem os pontos da MP 905/19 imediatamente, a categoria irá reabrir a Campanha Nacional dos Bancários porque não aceitará de maneira nenhuma a perda de direitos fundamentais. Diante desse posicionamento a Fenaban recuou da intenção de aplicar imediatamente a medida até a próxima negociação, marcada para o dia 26 de novembro.  

“Essa MP é, na verdade, um aprofundamento da reforma trabalhista. Não vamos aceitar o trabalho aos sábados, nem a extensão da jornada para 44 horas semanais e tampouco as alterações que permitem a negociação da PLR sem a participação das entidades sindicais e que desrespeitem os pisos salariais da categoria, definidos na nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”,  afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

A negociação com a Fenaban também foi a justificativa para que o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, cancelasse o comunicado enviado na quarta-feira, 13, aos empregados, em que a empresa afirmava que implantaria imediatamente a jornada de oito horas e outras medidas previstas na MP.

“Neste momento a posição de todos os bancários deve ser irredutível, as ameaças são aos direitos fundamentais da categoria. A jornada de seis horas, por exemplo, é conquista do início do século passado, e, no caso da Caixa, foi a primeira e histórica vitória da nossa mobilização e o reconhecimento de que somos bancários”, afirmou Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa. Ele acredita que somente com muita mobilização, com a realização de atos e protestos, será possível reverter mais esse ataque aos direitos dos bancários.

A proposta do Comando é construir um aditivo à CCT, válido até dezembro de 2020, que garanta todos os direitos da categoria e neutralize a MP em todos os pontos que atingem os bancários.

O Acordo Coletivo define a jornada de trabalho em seis horas diárias, no entanto, a Caixa já desrespeitou o Acordo em março deste ano por conta da MP 763 (que permitiu o saque do FGTS). Na manhã desta quinta-feira (14) a Caixa anunciou que devido reunião ocorrida junto à Mesa Única da Fenaban o comunicado da quarta-feira está cancelado. No entanto, o banco informa que continua com as avaliações para a aplicação da MP 905 e que os empregados “serão comunicados oportunamente”. 

Na próxima terça-feira, dia 19, o Sindicato dos Bancários do DF realizará uma plenária, em frente ao Matriz I, às 18h30, para discutir quais os efeitos dessa mudança para os trabalhadores da instituição, bem como medidas que deverão ser tomadas para fazer valer os direitos da categoria, tão arduamente conquistados.  

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