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11/03/2020 16:48 / Atualizado em 11/03/2020 16:59

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Bancárias terão canal exclusivo de atendimento às vítimas de violência

Acordo inédito entre Comando Nacional e Fenaban dará diretrizes para a criação do primeiro programa do setor bancário para a prevenção da violência contra a mulher

 

Um marco para a luta das mulheres bancárias acaba de ser assinado entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Representantes das entidades  se uniram, nesta quarta-feira (11), para criar um canal de atendimento às bancárias vítimas de violência. A reivindicação da categoria era do ano passado e foi acatada pela entidade patronal durante a mesa de negociação.

O acordo inédito será feito por meio de um aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e dará diretrizes para a criação do primeiro programa do setor bancário para a prevenção da violência contra a mulher. A diretora de Juventude da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Rachel Weber, estava presente no evento e destacou que o canal será uma mudança de paradigmas para as mulheres bancárias.

"É um marco histórico para nós mulheres, um avanço significativo para a nossa categoria. E serve de exemplo para todas as categorias que estão buscando ampliar ações de proteção e valorização da mulher", destacou. A proposta do canal veio inicialmente do Coletivo Nacional das Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O projeto é de enfrentamento à violência contra a mulher, uma das principais bandeiras do Dia Internacional da Mulher.

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando, Ivone Silva, o canal é mais uma conquista da categoria, em especial das trabalhadoras.  “Com o aumento da violência contra a mulher, é fundamental a criação de um canal de atendimento às bancárias, para dar a proteção e o respeito que precisam, além de manter o respeito no ambiente de trabalho”, destacou Ivone. Segundo ela, o Comando vai definir com a Fenaban os detalhes da proposta. A ideia é que o canal tenha uma assistência jurídica, psicológica e até acompanhamento específico, dependendo dos casos.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

 

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