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21/07/16 09:27 / Atualizado em 21/07/16 09:31

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Avaliadores de penhor pedem a valorização da atividade e ambiente salubre

Empregados da Caixa lembram que adicional de insalubridade, que está sob ameaça de corte, é uma conquista de mais de 40 anos e que não aceitarão perder direitos

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Avaliadores de penhor da Caixa Econômica de todo o país iniciaram, nesta quarta-feira (20), mobilizações para reivindicar ao banco valorização profissional e condições dignas de trabalho. Serão diversas as atividades realizadas pelos profissionais, sob orientação da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf/CUT nas negociações com a empresa.

Desde quarta-feira, foram distribuídas cópias da Carta Aberta (confira aqui a íntegra do texto) pela Fenae e CEE/Caixa aos clientes e usuários da Caixa, destacando a importância da área de penhor e a necessidade de um ambiente salubre para os trabalhadores do setor.

No dia 5 de junho, a empresa ameaçou tirar dos profissionais o adicional de insalubridade, fato que foi imediatamente contestado pelos bancários, que fizeram pressão. A Caixa recuou da decisão e assegurou o benefício até o mês de julho. A mobilização se dará enquanto transcorrer o prazo até 11 de agosto para as entidades dos empregados da Caixa apresentarem argumentos e laudos técnicos em defesa da manutenção do benefício.  

“A participação dos avaliadores e dos empregados da Caixa nessa mobilização foi muito importante. Trata-se de uma oportunidade de demonstrar o tratamento que tem sido dispensado aos avaliadores que precisam de um ambiente saudável para trabalhar. É arbitrário suspender o adicional de insalubridade dos avaliadores. Queremos tempo para que sejam contratadas perícias técnicas, a fim de que os locais de trabalho possam ser melhor avaliados”, ressalta Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa e diretora de Administração e Finanças da Fenae.

O valor do adicional de insalubridade é pago há mais de 40 anos, representando hoje apenas R$ 352, em razão dos riscos à saúde gerados pela manipulação de produtos químicos, segundo informou o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira. “Inicialmente o processo de retirada do benefício foi colocado em prática de forma unilateral. Não houve diálogo com empregados e entidades representativas. Não podemos permitir esse desrespeito, nem prejuízos aos trabalhadores e retrocessos”, diz.

Nas argumentações apresentadas ao banco, a CEE/Caixa tem destacado que o respeito aos avaliadores de penhor se relaciona diretamente à retomada das contratações e melhores condições de trabalho da atividade.

Alegação da Caixa

A Caixa alegou que o ambiente de trabalho desses profissionais não traz risco à saúde, no entanto, eles manipulam produtos químicos. O valor, que corresponde a 40% do salário mínimo, é uma conquista de mais de 40 anos. Os avaliadores de penhor não aceitarão perder direitos.

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