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01/09/20 19:45 / Atualizado em 01/09/20 19:50

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Auxílio emergencial será prorrogado, mas valor sofrerá redução

Mudança ainda depende de votação no Congresso. Para a Fenae, o benefício deveria se estender até o fim da crise, sem redução no valor

Com valor reduzido, o auxílio emergencial será prorrogado por mais quatro meses. Nesta terça-feira (1º), o presidente Jair Bolsonaro anunciou o reajuste do benefício de R$ 600 para R$ 300 até o fim do ano. O governo deverá editar uma medida provisória que ainda precisará ser votada no Congresso. Os detalhes de como serão feitos os pagamentos das parcelas ainda não foram definidos.

Criado para auxiliar os trabalhadores informais, o auxílio emergencial tem sido a principal fonte de renda de muitos brasileiros que perderam sua renda nesta crise sanitária do novo coronavírus. Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, o valor deveria ter sido mantido para apoiar as pessoas que ainda estão sofrendo com a crise.

"Sabemos da importância do auxílio para as famílias mais pobres. O desemprego ainda segue em alta e ainda não temos sinais de que essa crise está no fim. Estamos juntos com todos os movimentos sociais, sindicais, que defendem a manutenção dos R$ 600 até o fim da pandemia para que a população possa sobreviver nesse momento", afirmou Takemoto.

Mais uma vez o trabalho dos empregados da Caixa será fundamental para o atendimento das milhares de pessoas que precisam do papel social da Caixa. Para o presidente da Federação, os empregados estão fazendo um grande trabalho no atendimento ao público. "Mas a Caixa precisa dar melhores condições de trabalho".

O mesmo ponto é defendido pela coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt. Para ela, o banco precisa proteger os trabalhadores do contágio do coronavírus, protegendo a vida e a saúde de todos os empregados e da população.

"Sem dúvidas o auxílio emergencial é fundamental para a sociedade. Entretanto reiteramos que a Caixa necessita dar melhores condições aos colegas que estão nas agências que estão sobrecarregados e estafados. Queremos também que a acabe com as metas. Neste momento, o foco precisa ser o atendimento", avaliou.

Manifestação nas redes

Ainda na manhã desta terça-feira, os usuários do Twitter impulsionaram o assunto com a hashtag #600PELOBRASIL. O objetivo era defender a manutenção do valor de R$ 600 do auxílio emergencial. O assunto ficou entre os mais comentados da plataforma durante todo o dia.

Entre as justificativas para manter o valor do auxílio emergencial, muitos disseram que a pandemia ainda não acabou e que o auxílio é importante para as famílias mais pobres que estão passando por dificuldades nesta crise.

O deputado federal Enio Verri (PT/PR) foi um dos que criticaram a proposta de R$ 300. "Bolsonaro disse que R$ 600 não é o ideal, mas, segundo ele, dá para o básico. Os R$ 300, que vai pagar até dezembro, apenas, dá para atender? E não adianta dizer que o valor é maior que o do Bolsa Família, quando se está extinguindo programas de apoio, como o Farmácia Popular", questionou em seu perfil do Twitter.

A deputada federal Erika Kokay (PT/DF) também lembrou da luta dos partidos de oposição para conseguir a aprovação do valor de R$ 600 para o auxílio emergencial. "Bolsonaro acaba de anunciar prorrogação do auxílio emergencial por 4 meses no valor de R$ 300. Ele e Guedes sempre defenderam R$ 200. Nós, da oposição, conquistamos os R$ 600 no Congresso Nacional", destacou a parlamentar também por meio do Twitter.

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