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22/04/21 19:33 / Atualizado em 22/04/21 19:40

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Assédio: empregados denunciam pressão da direção da Caixa para votarem contra paralisação na assembleia desta quinta-feira (22)

Contraf/CUT e CEE/Caixa cobram explicações do banco e solicitam medidas contra a prática de pressão dos gestores

Os empregados da Caixa estão sendo pressionados pela direção do banco a votarem contra o Estado de Greve e paralisação dos trabalhadores no dia 27 de abril, que serão decididos em assembleia nesta quinta-feira (22). Por isso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), enviou ofício à presidência do banco para cobrar esclarecimentos sobre as denúncias e solicitar medidas contra a pressão aos empregados. 
 
De acordo com o documento, a Contraf/CUT explica que as representações sindicais têm recebido denúncias de ameaças e represálias por parte dos gestores para influenciar na decisão dos empregados na assembleia. 
 
“Solicitamos medidas imediatas para reorientação dos gestores para cessarem as pressões e ameaças aos empregados e que estes possam exercer seu direito de livre organização sindical e reivindicar seus direitos dentro dos parâmetros previstos na Convenção Coletiva de Trabalho – CCT da categoria, do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT Caixa e na legislação em curso”, diz o documento. 
 
Para a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, a pressão dos gestores afronta o direito constitucional dos trabalhadores manifestarem suas opiniões. “Os empregados têm direitos expressos de se organizarem coletivamente, junto com os sindicatos, para decidirem sobre Estado de Greve e defender os direitos da categoria. Se a direção do banco não coibir pressão dos gestores sobre os empregados, estará conivente com essa prática absurda”, alertou. 
 
Emanoel Souza, secretário-geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb/BASE) e integrante da CEE/Caixa, avalia que as ações da Caixa demonstram a força da mobilização dos empregados. “A direção da Caixa está acusando o golpe e partindo mais uma vez para práticas antissindicais. A resposta será mais mobilização ainda, na defesa da Caixa e de condições de trabalho dignas”, disse Emanoel.

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