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13/03/20 11:43 / Atualizado em 13/03/20 12:05

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Apcef/SP promove Oficina de Harmonização de Vinhos

O evento fez parte do projeto Apcef de Portas Abertas, que oferece uma série de atividades educativas e culturais gratuitas para empregados aposentados e ativos da Caixa

 

Você sabia que vinhos nem sempre combinam com queijos, mas podem harmonizar perfeitamente com doces? Para falar sobre essas e outras curiosidades relacionadas ao universo da bebida, a Apcef/SP e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), por meio da Rede de Conhecimento, realizaram na tarde de quinta-feira (12), a Oficina de Harmonização de Vinhos na sede da associação.

O evento faz parte do projeto Apcef de Portas Abertas, que oferece uma série de atividades educativas e culturais gratuitas para empregados aposentados e ativos da Caixa. O diretor presidente da Apcef/SP, Kardec de Jesus Bezerra, comemorou o número expressivo de aposentados no evento, que teve mais de 50 inscritos.

"Para nós, da Apcef de São Paulo, esse evento é muito importante para todos os empregados da Caixa, mas principalmente para os aposentados. Nos surpreendeu a quantidade de aposentados inscritos. É sinal de que esse grupo está antenado com as possibilidades dentro da Rede do Conhecimento e continua em busca de conhecimento e de se aprimorar", disse, destacando que a Rede tem mais de 100 cursos disponíveis, online e presenciais.

Para a diretora de Aposentados da Apcef /SP, Elza Vergopolem, atividades como a oficina são importantes para o aposentado porque disseminam conhecimento e ajudam a estreitar relações.  "Estamos muito felizes em receber mais uma vez um curso que é voltado para o nosso associado em parceira com a Fenae. Esse tipo de dinâmica é muito especial porque ajuda a estreitar laços de amizade e é uma maneira de reunir os nossos associados. Principalmente os aposentados, que adoram compartilhar tudo que acontece", destacou.

O diretor Administrativo-Financeiro da Apcef/SP, Leonardo Quadros, explicou que o curso de harmonização de vinhos, que também está na plataforma Rede do Conhecimento, é o primeiro sobre o tema realizado pela associação no modelo presencial. "Já fizemos uma oficina de degustação de cerveja, uma de fabricação de cerveja artesanal e outra para ajudar os associados a se familiarizarem com as novas tecnologias", contou.

A representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, também esteve presente no curso e destacou o papel da Rede do Conhecimento para os empregados Caixa. "Eu quero indicar para todos fazerem os cursos na Rede do Conhecimento. Tem esse de Harmonização e vários outros que tenho certeza que vai interessar aos aposentados e ativos", afirmou Rita.

"Não bebo vinho, mas adorei o curso"

O público, formado majoritariamente por empregados aposentados, interagiu o tempo todo com os professores, tirando dúvidas e fazendo comentários sobre a degustação e o conteúdo da palestra. Uma das mais participativas foi Antônia Pinheiro. A aposentada, que trabalhava na área de tecnologia da Caixa quando ativa, contou que se interessa por todos os cursos da Rede de Conhecimento relacionados ao tema culinária, embora tenha garantido que não sabe cozinhar.

"Já tinha feito os cursos de harmonização de vinhos e de culinária básica. Reconheci o professor Henrique e me inscrevi no curso presencial. Para mim foi extremamente útil porque tirei dúvidas que tinha sobre o que era Prosecco, sobre o Pinot Noir, que disseram que é bom para o coração, e sobre harmonização", contou a associada.

Até quem não bebe vinho, como a associada Doralice Marques, participou. Embora não seja uma consumidora da bebida, elogiou o curso e disse que vai aplicar as dicas em casa para impressionar as visitas. "Agora já sei quais são os acompanhamentos, o que é bom, o que não é bom. Vou fazer um jantar e não vou passar vergonha", brincou.

Quem também saiu satisfeita foi a Silvia Regina Serra. Também aposentada, ela disse que sempre participa dos eventos da Apcef/SP.  "Achei esta oficina muito interessante porque eu já tinha uma noção de vinho, mas pude aprimorar meus conhecimentos. Agora vou conseguir combinar vinho com comida de forma mais harmônica", disse. 

Professores elogiaram a postura participativa dos associados

A oficina foi ministrada por dois especialistas no assunto, os professores de gastronomia Henrique Salsano e Pablo André. Em clima de descontração, os professores alternaram as explicações teóricas com deliciosas degustações de vinhos e espumantes. Em cada rodada, os associados recebiam uma dose de bebida acompanhada de um aperitivo. O objetivo era experimentar na prática os conceitos de harmonização ensinados pelos chefs na palestra.

Em uma das rodadas, o público foi incentivado a confirmar uma teoria que contraria o senso comum e gerou muitas dúvidas e comentários entre os associados presentes: a de que o casamento entre queijos e vinhos nem sempre é bem sucedido.

Segundo os professores Henrique e Pablo, isso acontece porque um dos princípios que devem nortear a harmonização é o da similaridade, que consiste em pensar no vinho e na comida como pares, com afinidades de características. Ou seja, comidas leves como sopas, frutos do mar e saladas pedem vinhos leves, enquanto pratos mais pesados e gordurosos como carnes pedem vinhos mais encorpados.

"O queijo, por ter sabor acentuado e textura gordurosa, pode anular o sabor do vinho. Não importa a combinação, ele sempre vai ficar acima do vinho, explicou Pablo.

Isso significa que é proibido combinar um bom queijo com o seu vinho favorito? Claro que não! De acordo com os professores, o gosto pessoal de cada um sempre prevalece sobre as regras. "A harmonização hoje é pensada de maneira diferente. Não se limite a regras e dogmas, use conceitos mais contemporâneos", sugeriram.

Para o professor Pablo, que se formou em gastronomia na Argentina e participou de seminários e cursos no Culinary Institute of América (CIA) de Nova Iorque, na escola Ecole LeNotre de Paris, no Espai Sucré e no Celler de Can Roca, em Barcelona, a participação dos associados foi o ponto alto do evento.

"Achei o público muito receptivo, muito educado. Todo mundo prestando atenção e mantendo o silêncio o tempo todo, o que é incomum em uma turma tão grande. Percebemos que eles gostaram porque teve muita interação. Foi uma das melhores turmas que tivemos", elogiou Pablo.

O professor Henrique também elogiou os associados presentes e falou sobre o objetivo da oficina. "Queremos trazer dicas simples, que as pessoas possam colocar em prática no dia a dia. A gente dá algumas dicas, algumas técnicas, mas quem decide o que é bom ou não são eles", disse Henrique, que é professor da Rede de Conhecimento e master em Gastronomia pela Estudios Abiertos de Hosteria (ESAH) na Espanha, com formação em Gastronomia no Instituto Argentino de Gastronomia e com especialização em tecnologia de Alimento pela Universidade de Brasília (UnB).

Festa para os aniversariantes do mês e homenagem às mulheres

A tarde de atividades não acabou com o fim da Oficina de Harmonização de Vinhos. Depois da despedida dos professores, os associados foram recebidos no Espaço Conviver da Apcef/SP para homenagear os aniversariantes dos meses de janeiro, fevereiro e março, confraternizar e experimentar os petiscos oferecidos, entre eles os que foram servidos na degustação de vinhos.

A festa teve bolo de chocolate, mesa decorada e, é claro, o tradicional parabéns. Na saída, as mulheres receberam rosas vermelhas. O presente foi uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

 

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