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06/07/17 11:36 / Atualizado em 06/07/17 13:27

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Apcef RS: atendimento à associado reforça a luta por política de saúde

Entidade tem profissional para acolhimento psicológico e orientação para saúde no local de trabalho

Em tempos em que as doenças da alma são consideradas o mal do século e que os problemas relacionados à depressão são os principais motivos para afastamento do trabalho no país, torna-se ainda mais urgente que uma empresa do porte e importância da Caixa tenha uma política clara de atendimento à saúde do trabalhador e, mais do que isso, que tenha consciência de que a gestão de pessoas é fundamental para a saúde física e mental de seus empregados. A empresa se recusa a discutir e a suprir a carência de uma política preventiva e enquanto isso não acontece, entidades como a Apcef  Rio Grande do Sul realizam um trabalho de acolhimento psicológico com seus associados.

Há dois anos os associados à entidade contam com atendimento psicológico, com acompanhamento do empregado na elaboração de laudos e processos judiciais, atendimento psicoterápico e em grupo. “Criamos um espaço de convivência para que ele saiba que não está sozinho, queremos que entenda seu problema no contexto maior da organização do trabalho e que seu colega do lado pode ser um aliado na luta por melhores condições de vida. Precisamos superar o individualismo e agir coletivamente”, avalia Célia Zingler, diretora da Fenae para a Região Sul.

Para Fabiana Matheus, diretora de Saúde e Previdência da Fenae, além de enrolar e não discutir o assunto no GT de Saúde, a Caixa ainda agrava a situação com modelos de gestão que agravam as péssimas condições de trabalho na empresa, causando ainda mais doenças relacionadas ao sofrimento mental. “Quem está no dia a dia das agências sabe bem o que está se passando, com metas e estímulo à concorrência entre colegas, com ações que incentivam a competição e a falta de solidariedade. Isso afeta a autoestima e caracteriza um fator de pressão e assédio moral”, afirma ela.

Ela lembra que o trabalhador bancário é um dos que mais sofre com essa realidade estressante no trabalho. “Continuamos a cobrar da Caixa essa discussão para resolver as questões da atual realidade e ao mesmo tempo para elaborar estratégias que garantam um ambiente de trabalho mais saudável e mais avanços nessa área da saúde”, ressaltou.

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