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05/04/17 15:16 / Atualizado em 05/04/17 15:24

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Antes do PDVE, Funcef já sabia que não poderia liberar o resgate

Com assento no conselho da Eldorado, Fundação tinha conhecimento prévio da inexistência de laudo de avaliação da empresa controlada pela J&F Investimentos

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Muitos participantes que aderiram ao Plano de Demissão Voluntária Extraordinário (PDVE) da Caixa aguardam pelo resgate de suas reservas no Novo Plano e no REB sem saber quando poderão usufruir desse direito. No dia 31 de março, a Funcef publicou comunicado dando como justificativa para o atraso a existência do plano de demissão, a operação Greenfield e a situação da Eldorado Brasil Celulose, que já foi alvo de denúncias publicadas na imprensa feitas por um diretor da Funcef que também é membro do Conselho de Administração da Eldorado. Além disso, a Fenae já pediu esclarecimentos à Fundação e ainda não recebeu nenhuma resposta.
 
Esses fatos, por si, derrubam as alegações para não liberar o resgaste, uma vez que já eram de conhecimento dos gestores da Funcef no final do ano passado, portanto, antes do lançamento do PDVE. A situação evidencia a falta de planejamento da Fundação no tratamento da questão.
 
No comunicado, a Funcef alega que, para fechar o balanço de 2016, aguarda o laudo do investimento realizado na Eldorado, e que cabe à companhia contratar e entregar o documento que apontará quanto vale o investimento da Fundação, “o que ainda não tem data definida para ocorrer, dada a investigação em andamento da Operação Greenfield da Polícia Federal”. No entanto, enquanto investidora, a Fundação possui um assento no Conselho de Administração da empresa controlada pela J&F Investimentos, o que garante total acesso às questões da Eldorado, tornando injustificável o fato de a Fundação ter acompanhado todo o processo de divulgação e lançamento do PDVE sem alertar os participantes de que eles não poderiam realizar o resgate de suas reservas de imediatamente após o desligamento.
 
“Como membro do conselho da Eldorado, a Funcef já sabia que a empresa não tinha o laudo e que isso impediria o resgate, que era um dos pontos que conferia atratividade ao PDVE. A Funcef tinha obrigação de informar que os participantes seriam obrigados a aguardar”, critica o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira

 Do mesmo modo, como questiona o dirigente da Federação que representa o pessoal da Caixa, a Funcef poderia ter oferecido alternativas desde o início do PDVE, para que os empregados fizessem sua escolha cientes da real situação que iriam encontrar. “O mínimo de planejamento e de transparência evitaria que os trabalhadores fossem surpreendidos, justamente num momento tão crítico, quando estão deixando seus empregos. A Funcef precisa resolver a questão imediatamente”, afirma Jair.
 
Diante da situação, a Fenae cobra a imediata apresentação de alternativa para resolução do problema, que atinge milhares de pessoas.

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