Notícias

21/12/09 07:14 / Atualizado em 21/12/09 07:16

minuto(s) de leitura.

Alunos terão aula de educação financeira

Programa atingirá estudantes da rede pública a partir de 2010; meta é ensinar também beneficiários do Bolsa Família Na primeira fase, conteúdo relacionado a orçamento público, finanças pessoais e poupança será levado a 1.650 escolas do país

Estudantes de 1.650 escolas públicas de ensino médio em todo o país passarão a ter, a partir do próximo ano, aulas sobre educação financeira. Em uma outra etapa, no futuro, o alvo de lições sobre como lidar com o dinheiro serão os 11 milhões de beneficiários do Bolsa Família. 

Entre os conteúdos a serem ensinados nas escolas, estão orçamento público, finanças pessoais e poupança. O programa foi desenvolvido sob orientação do MEC -que promete formar os professores- e não vai estar inserido em uma só disciplina, mas em várias.
Essas escolas integram um projeto-piloto para que, no futuro, a iniciativa seja realidade em todas as escolas do país. Escolas públicas e privadas que quiserem abordar o tema já poderão, no próximo ano, ter acesso aos conteúdos, informou o superintendente de proteção aos investidores da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), José Alexandre Vasco. 

É a primeira ação do grupo de trabalho formado em 2007 por governo e instituições financeiras para criar uma política de educação financeira. Entre os envolvidos, estão o Banco Central, a CVM, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) e o Ministério da Educação. Também faz parte o Comitê de Regulamentação e Fiscalização do Mercado de Capitais.

Falta de conhecimento
Segundo dados da CVM, apresentados em congresso sobre educação financeira, 82% dos consumidores brasileiros não conhecem os juros que pagam quando tomam empréstimos e 87% não poupam. 

É essa realidade que o grupo de trabalho formado há dois anos quer começar a mudar com programas de educação financeira como o das escolas. 

Atendendo a outra sugestão do grupo de trabalho, o governo assinará, no próximo ano, um decreto para criar o Conselho Nacional de Educação Financeira e um grupo de apoio pedagógico. Segundo o superintendente de proteção aos investidores da CVM, eles serão a base para que a educação financeira se torne uma política permanente do governo e das instituições financeiras. 

Ainda não se sabe quantas crianças serão atingidas, nem de quais Estados, já que os convênios com as escolas ainda estão sendo fechados. Mas, ao fim do ano, os conteúdos ensinados serão avaliados pelo MEC. 

O foco do programa para beneficiários do Bolsa Família dependerá de uma pesquisa nacional que será feita com essas pessoas no próximo ano. 

A criação do programa brasileiro de educação financeira está sendo apoiada pela OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico), entidade que reúne 30 países ricos e mantém cooperação com cem outros países. 

Aart de Geus, vice-secretário da OCDE, afirma que o maior desafio para o Brasil levar educação financeira à população é o rápido crescimento da classe média que foi verificado nos últimos anos no país. 

"É um contingente enorme de pessoas, mas o apoio do governo para implantar uma estratégia de educação financeira coloca o país em situação melhor do que muitos outros."

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado