Notícias

19FenaeMidia400.jpg

19/11/2020 18:20 / Atualizado em 19/11/2020 18:57

minuto(s) de leitura.

Alerta de presidente da Fenae sobre privatizações ganha destaque na imprensa

Vários portais deram espaço para artigo recente de Sergio Takemoto chamando a atenção de entidades e trabalhadores para a volta dos trabalhos do Legislativo e as investidas privatizantes

É destaque nos grandes portais de imprensa, nesta quarta (19) e quinta (20), o artigo assinado pelo presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, sobre as privatizações descabidas e a necessidade dos trabalhadores e entidades de defesa destes trabalhadores e do setor público continuarem vigilantes ao que é do Brasil.

O artigo também de alerta sobre o momento observado no País, foi reproduzido pela Revista Fórum e pelos portais Congresso em Foco, Jornal GGN, Brasil 247, Diário do Centro do Mundo e Poliarquia. 

Chama a atenção, sobretudo, para a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional depois a realização do primeiro turno das eleições municipais do país, no último domingo. Uma vez que acordo entre os líderes partidários permitiu uma espécie de recesso branco durante o período eleitoral, tanto na Câmara quanto no Senado.

“No radar do Legislativo e do Executivo estão não só a definição do orçamento da União para 2021 e as reformas fiscal e administrativa como também a privatização de empresas públicas centenárias e essenciais à população brasileira, como é o caso da Caixa Econômica Federal e dos Correios”, lembrou o dirigente da Fenae. 

De acordo com Takemoto, “o argumento de ‘fazer caixa’ com a venda destes patrimônios públicos para ‘salvar a economia’, como sabemos, não se sustenta”.

“A marca de 105 milhões de poupanças digitais abertas pela Caixa é mais uma mostra do papel social da instituição e do esforço dos empregados do banco, responsável pelo pagamento do auxílio emergencial e de outros benefícios para mais de 100 milhões de pessoas — o que equivale à metade da população brasileira”, destacou o presidente da Federação. 
 
Ao falar sobre a importância da Caixa para o Brasil, Sergio Takemoto contou que a estatal está na linha de frente da concessão de crédito para diferentes perfis de empreendedores, duramente afetados pela crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19.  
 
E ressaltou o fato de, mais do que em nenhum outro momento, diante da conjuntura do país, a atuação do banco “ter comprovado que o caminho não é vender este patrimônio”. “Ao contrário! É preciso fortalecer a estatal e melhorar ainda mais o suporte à população”, disse ainda.
 
O dirigente tomou como exemplo a crise financeira global observada no ano de 2008 e o papel decisivo dos bancos públicos brasileiros na superação daquela crise pelo País. Naquela ocasião, conforme Takemoto, Caixa, Banco do Brasil e também o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram determinantes “ao dar fluidez à concessão de crédito com juros diferenciados e sem entraves burocráticos”.
 
Contramão da lógica
 
Mas a situação observada naquele período, segundo ele, é bem diferente da que tem sido visto atualmente. “Na contramão da lógica, o atual governo tem se mostrado irredutível em sua agenda privatista. Não toma como lição nem mesmo o apagão que deixou a população do Amapá no escuro. O estado ainda vive o dilema de rodízio de energia elétrica”, afirmou. 
 
“Como a empresa privada não tem capacidade de resolver o problema, quem vem tentando corrigir os erros é a Eletrobras, que o governo também insiste em privatizar”, acrescentou.
 
No caso da Caixa, o presidente da Fenae lembrou que a intenção é fatiar e privatizar a entidade por segmentos, até que a empresa deixe de ser um banco público rentável, competitivo e a serviço dos brasileiros. 
 
“A Medida Provisória 995, assinada por Bolsonaro em agosto e prorrogada para ter validade até o próximo mês de dezembro, foi editada exatamente para isso: vender a Caixa Econômica Federal aos pedaços, de forma disfarçada”, observou.
 
Ele explicou que depois de insistir na venda da Caixa Seguradora e ter que recuar com a alegação de “atual conjuntura do mercado” e “muita volatividade”, a área econômica do governo voltou a defender a privatização de partes da estatal. Desta vez, com a abertura de capital (o chamado IPO — Oferta Pública Inicial de ações, na sigla em inglês), “nos próximos seis meses”, do Banco Digital — estrutura criada para o pagamento do auxílio e do FGTS Emergencial.
 
“A (futura) subsidiária sequer existe. Porém, a estratégia do governo é cristalina: criar e posteriormente vender este braço da Caixa para o enfraquecimento da estatal e a consequente privatização do banco público”.
 
“É importante reiterar que a Caixa Econômica ampliou o programa de inclusão bancária em 2012, com as contas ‘Caixa Aqui’, ratificando o papel público e relevante do banco para o Brasil. Não se pode permitir, portanto, que todo esse investimento seja entregue à iniciativa privada, como quer o governo e rejeitam os brasileiros”, disse o dirigente.
 
Papel da Caixa
 
Principal operadora e financiadora de políticas públicas sociais, a Caixa Econômica Federal também é geradora de emprego, renda e desenvolvimento. A estatal oferece as menores taxas para a compra da casa própria e facilita o acesso a benefícios diversos para os trabalhadores, taxas acessíveis às parcelas mais carentes da população e recursos para o Financiamento Estudantil (Fies), entre outros.
 
Além das agências, lotéricas e correspondentes bancários espalhados por todo o país, o banco é o único que chega aos locais mais remotos por meio de unidades-caminhão e agências-barco.
 
Cerca de 70% do crédito habitacional do País é feito pela Caixa Econômica e 90% dos financiamentos para pessoas de baixa renda estão na Caixa. Além de moradias populares — como as do programa Minha Casa Minha Vida — o banco público também investe na agricultura familiar e nas micro e pequenas empresas.
 
“A crise tem mostrado — inclusive aos que defendem o Estado mínimo e as privatizações — a importância do setor público especialmente nesta pandemia, a exemplo da Caixa, dos outros bancos públicos e do Sistema Único de Saúde”, frisou Takemoto. 
 
“Acreditamos que a sociedade continuará pressionando o governo e o Congresso a não entregarem, para a iniciativa privada, nem a Caixa nem o SUS nem qualquer outro patrimônio que é do Brasil, que é dos brasileiros”, destacou o representante da Fenae.

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado