Notícias

filas_caixa_auxilio_16042020.jpeg

27/04/20 17:45 / Atualizado em 27/04/20 20:02

minuto(s) de leitura.

Aglomerações na Caixa viraram problema de saúde pública, alerta Rita Serrano

Nesta segunda-feira, primeiro dia do saque do auxílio emergencial, foram registradas longas filas, pessoas sem máscaras e sem manter distanciamento em várias cidades do país

 

Longas filas e aglomerações voltaram a se repetir em agências da Caixa Econômica Federal por todo o país, nesta segunda-feira (27), primeiro dia de liberação do saque do auxílio emergencial de R$ 600,00 depositado em poupanças digitais para pessoas que não recebem Bolsa Família ou não possuem conta na Caixa ou em outro banco. O dinheiro pode ser sacado em caixas eletrônicos e lotéricas, e a liberação está ocorrendo conforme um calendário definido pela data de nascimento do beneficiário, que vai até 5 de maio. 

Apesar disso, houve uma verdadeira corrida às unidades da Caixa, que começou ainda de madrugada. No Rio de Janeiro, pessoas dormiram em filas nas calçadas de agências. Já em algumas capitais do Nordeste, como Natal, Recife e Salvador, dezenas de pessoas encararam fortes chuvas e alagamentos em busca do pagamento ou informações sobre o auxílio emergencial.  Filas extensas foram registradas também em agências da Caixa em Aracaju, Brasília, Florianópolis, Goiânia, Macapá, Manaus, Porto Alegre e São Paulo. 

Para a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, as aglomerações nas unidades se tornaram problema de saúde pública. A conselheira esteve na manhã desta segunda na agência do banco na Vila Luzita, em Santo André, que está entre as três com maior demanda na região do Grande ABC. Ela constatou grande número de atendimentos, poucos empregados e uma imensa fila, colocando em risco a saúde de bancários e população, além da falta de equipamentos de proteção individual (EPIs). 

“É resultado do descaso desse governo com a população. Essas pessoas, milhões no País, vão se contaminar, não é só problema social, é de saúde pública. O governo no mínimo deveria distribuir máscaras, descentralizar o atendimento para outras instituições”, afirma. 

Esclarecimento

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, voltou a cobrar da direção banco e do governo campanhas para orientar melhor a população. 

“É fundamental que o governo e a direção da Caixa façam campanhas de esclarecimento. Nós estamos preocupados com as longas filas nas unidades do banco por todo o país. Precisamos preservar a saúde e a vida da população e dos trabalhadores bancários”, alerta Jair Ferreira. 

Nesta segunda-feira, a Caixa liberou os saques em dinheiro para os trabalhadores que estão recebendo o auxílio emergencial de R$ 600 por meio da Poupança Digital do banco, nascidos em janeiro e fevereiro.

 

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado