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16/12/20 18:24 / Atualizado em 16/12/20 18:24

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Agências de São Paulo voltam a registrar filas com o pagamento do Auxílio Emergencial

Déficit de empregados, falta de planejamento e pressão por metas sobrecarregam os empregados e comprometem o atendimento à população

Desde a última quarta-feira (9), as agências da Caixa em São Paulo voltaram a registrar filas quilométricas para atender a população no pagamento do último ciclo do auxílio emergencial. As datas de depósito para os beneficiários do Bolsa Família foram antecipadas por conta das festas de fim de ano e os pagamentos serão feitos até o dia 23 de dezembro. A situação tem piorado a cada dia porque as datas coincidem com o pagamento de outro benefício - o Renda Básica Emergencial da Prefeitura.

A situação tem piorado a cada dia porque as datas coincidem com o pagamento de outro benefício - o Renda Básica Emergencial da Prefeitura. O calendário deste benefício começou no dia 9 e terminou nesta terça-feira (15). Mas as filas não diminuíram.

De acordo com a diretora da Apcef/SP, Vivian de Sá, o calendário do pagamento da Renda Básica Emergencial de São Paulo, feito pela prefeitura, causou confusão aos paulistanos e transtornos nas agências. Ela explica que os benefícios deveriam ser depositados no dia anterior ao primeiro dia do calendário para que o recurso já estivesse disponível na data de saque. Mas os depósitos são feitos no período da tarde. “Se o dinheiro for depositado à tarde, as pessoas só poderão sacar no dia seguinte. Ou seja, o calendário está atrasado em 1 dia. As pessoas vão às agências realizar os saques pela manhã, de acordo com o calendário, e o dinheiro não está disponível. Isso gera muitos transtornos, acumula atendimentos à tarde e aumenta o tempo de espera nas filas”, disse.

“O calendário é muito apertado. São cinco dias para atender toda população paulistana. O calendário, de fato, acabou ontem, mas o fluxo de hoje está tão grande quanto o de ontem por conta desse atraso. Serão mais dias de sufoco”, explica Vivian. A prefeitura de São Paulo informou que mais de 480 mil famílias vão receber o benefício neste período.

Além deste problema existe outro mais grave: o déficit de empregados. Vivian explica que embora os bancários se desdobrem para prestar um bom atendimento à população, a falta de pessoal e de planejamento do governo prejudica o trabalho. “A Caixa tem total condição e sabe fazer repasse de recursos das políticas públicas e de transferência de renda com maestria. Mas precisamos de condições de trabalho e de contratação”.

Apenas a agência Itaim Paulista registrou aproximadamente 1.500 atendimentos nesta terça-feira (15) com quadro reduzido de empregados. “Estes são os atendimentos finalizados. Ainda tem os atendimentos prévios, que não entram nessa conta. Existe agência que realizou 700 atendimentos em um único dia, com apenas quatro empregados”, disse Vivian de Sá. Ela também conta que diversas agências atenderam até 20 horas.

 Ainda há a pressão da direção da Caixa por metas. Para cumpri-las, a diretora da Apcef/SP explica que as agências acabam direcionando os empregados para outros trabalhos que não são o atendimento.

Desrespeito - Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, o déficit de empregados, que chega a quase 20 mil, somado ao desrespeito da direção do banco está adoecendo os trabalhadores. “O que esta gestão está fazendo com os empregados é criminoso. Além de atender quase 140 milhões de brasileiros em meio a uma pandemia, com filas que expõem tanto os empregados quanto a população, os empregados ainda sofrem pressões absurdas por metas”, disse Takemoto.

“Não bastassem estes problemas, os empregados ainda vivem num ambiente de insegurança, com reestruturação e transferências sem aviso, com pressão para aderirem ao PDV (Programa de Desligamento Voluntário). É a gestão do medo. Os empregados não mereciam encerrar o ano com tamanho desrespeito da direção”, desabafou.

 

 

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