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20/04/2018 11:34 / Atualizado em 08/04/2019 09:11

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Aberto no Rio de Janeiro o Inspira Fenae 2018

O evento, que tem como tema principal “Desafios Sociais”, reúne palestrantes renomados sobre temas como qualidade de vida, inovação, bem-estar entre outros, e conta com a participação de cerca de 600 empregados da Caixa

Um dos eventos mais aguardados do ano pelos empregados da Caixa, o Inspira Fenae 2018 foi aberto nesta sexta-feira (20). Durante dois dias, cerca de 600 trabalhadores do banco público de todo o país vão debater assuntos diversos, tendo como tema principal “Desafios Sociais”. A segunda edição do evento, que será encerrada neste sábado, 21 de abril, acontece no Rio de Janeiro, e reúne especialistas renomados para falar sobre questões como criatividade, qualidade de vida, bem-estar, sistema financeiro, economia, tecnologia, moradia sustentável, educação, futuro e inovação, entre outros.

O diretor de Administração e Finanças da Fenae, Cardoso, dividiu com a plateia o sentimento de alegria que sente ao reunir-se com os participantes do Inspira: “É um privilégio para nós sermos empregados da maior empresa pública desse país, de uma empresa que tem grande responsabilidade com o povo, com o país e com as pessoas pobres. Esse Inspira foi feito por nós, por todos que participam da rede do conhecimento, pela Fenae, pelas Apcefs”.

O presidente da Apcef/RJ, Paulo Matileti, deu boas vindas aos participantes do evento. “Gostaria de agradecer a presença de todos, o apoio dos presidentes de Apcefs de todo o país e em especial da Fenae, por proporcionar um evento tão importante como o Inspira Fenae”, enfatizou.

Logo após as boas vindas de Mattileti, o presidente da Fenae, Jair Ferreira, também saudou os mais de 600 participantes do Inspira Fenae e afirmou que a função da entidade é promover o bem estar social dos empregados e aposentados da Caixa, o que envolve vários projetos, entre eles o da Rede do Conhecimento. A Plataforma de educação à distância iniciada há pouco mais de um ano e meio já se consolida como uma importante ferramenta para que o empregado da Caixa possa ampliar seus horizontes e aprender novas tecnologias e descobrir novas áreas de interesse.

Jair ressaltou o trabalho social e solidário da Fenae, que não seria possível sem o engajamento de todos os empregados com as doações que permitem mudar a realidade de centenas de pessoas em localidades como Caraúbas, no Piauí e em Belágua, no Maranhão. Ele lembrou ainda do papel de defesa da Caixa que deve ser de todos os brasileiros: “Nós sabemos a importância da empresa para o desenvolvimento do país. Por isso sabemos que ela precisa continuar 100% pública, ou seja, de toda a sociedade brasileira”, reiterou.

Palestras

O primeiro palestrante do dia foi o doutor, mestre e bacharel pela UFMG, além de especialista em Negócios Internacionais pela PUC Minas, Rivadávia Drummond, que abordou o tema “Abundância e futuro”. O especialista pontuou a sua abordagem enfatizando o poder dos questionamentos das pessoas como a maior ferramenta para a resolução de problemas. A partir das ideias da área que ele chama Economia Comportamental, Rivadávia ressaltou diversos aspectos do dia a dia das pessoas e do desenvolvimento nacional. Citou, por exemplo, o grande potencial brasileiro em relação à criatividade, à necessidade de investimento em educação, às capacidades tecnológicas nas sociedades e ao poder da empatia como forte elemento na vida das pessoas. Ele lamentou, porém, o insuficiente papel de destaque do Brasil no mundo em termos de inovação.

“ Quando o assunto é inovação pergunte qual o problema do seu cliente. Pergunte o que precisa resolver e responda se é uma solução conveniente, barata, lucrativa e prazerosa. Pense em quatro elementos: qual estratégia, quais fatores dificultam a execução, há ferramentas para usar e quais as métricas”, esclareceu Rivadávia ao citar como exemplo positivo alguns pilares relativos à concepção do programa “Minha Casa Minha Vida”.

O especialista observa semelhança com as ideias propostas no modelo dos negócios sociais, propagada por Yunus. Aquele em que se estimula um negócio a partir do lucro social alcançado e em seu reinvestimento a partir do impacto social em que ele causa.

Os participantes do Inspira Fenae 2018 foram convidados também a fazer uma reflexão sobre o modelo de cidades existentes hoje e de que forma é possível contribuir para tornar suas estruturas menos desiguais. “Defendemos cidades que ofereçam espaços de qualidade para nossas crianças, idosos, as mulheres e os trabalhadores”, disse Evaniza Rodrigues,  assistente social e representante da União Nacional por Moradia Popular e membro da coordenação nacional do Fórum Nacional de Reforma Urbana e do Projeto Moradia do Instituto Cidadania.

Evaniza citou números que revelam o nível de desigualdade ainda existente no país quando o assunto é o acesso às necessidades básicas. “ Cerca de 35 milhões de brasileiros não tem acesso à agua todos os dias e pouco mais de 50% da população não tem esgoto tratado adequadamente. Infelizmente estamos falamos de desafios modernos do século XXI com uma pauta do século XIX”, lamentou.

A representante do Movimento por Moradia Popular destacou ainda a importância da Caixa Econômica Federal como uma ferramenta de construção de políticas públicas permanentes voltadas para habitação e outras melhorias como mobilidade, por exemplo. “É por isso que estamos juntos com vocês na defesa da Caixa 100% pública”, enfatizou.

A primeira rodada de palestras do Inspira Fenae foi encerrada com a experiência de atuação da Moradigna. Possibilitar às pessoas da periferia a realização de pequenas reformas em suas casas, com foco na salubridade das moradias motivou o engenheiro Mateus Castro a criar a ONG. Jovem de 23 anos, ele vive no Jardim Pantanal no extremo leste da capital paulista e desde criança conviveu com as condições precárias de moradia, constantes alagamentos das casas de seu bairro e a falta de ação do poder público. Bolsista do Prouni em uma das faculdades mais elitizadas de São Paulo, ele pôde enfim comparar e entender a dimensão da desigualdade social no país.

“Entendi que precisava usar meu conhecimento para mudar a realidade do local em que vivo. Percebi que coisas simples, como azulejos na cozinha, vasos sanitários, instalação elétrica bem feita, podiam mudar muito a vida das famílias. Com o financiamento de entidades como a Fenae, por meio do Instituto Yunus, conseguimos já fazer 350 reformas e atendemos a toda a Zona Leste”, afirma ele, que tem a expectativa de chegar a todo o país. “Vocês, ao apoiarem os projetos da Fenae, são agentes primordiais para que isso aconteça”, garante.

Viva Fenae/Apcef

Uma das novidades do Inspira 2018 é o espaço Viva Fenae/Apcef. Nele, cinco estações relacionadas à atividade da Fenae e das Apcefs possibilitam uma dinâmica maior com o público. São elas: Educação e Conhecimento, Fenae Transforma, Cultura, Benefícios e Bem-estar, além do Espaço Fenae. Os associados também terão a Máquina da Felicidade, que estará itinerante nos espaços, durante os intervalos das palestras, distribuindo brindes. 

Como já é uma marca dos eventos da Federação, a cada interação que os associados fazem referente aos projetos e as ações, serão garantidos cupons para participar de sorteios. Bastará ao público fazer check-in nas estações e responder a perguntas (quiz) por meio do App Inspira Fenae. Na manhã desta sexta-feira, já foram sorteados quatro brindes.

Oficinas

Além das palestras, estão ocorrendo duas oficinas para os participantes que se inscreveram antecipadamente. São elas: “Criatividade e Inovação” e “Cervejas Artesanais”.

 

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